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Sul-coreanos simulam compras em lojas virtuais falsas para ‘driblar’ falta de dinheiro

Plataformas fingem receber pedidos, oferecendo alívio ao estresse e às dificuldades financeiras enfrentadas pela geração Z

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Jovens sul-coreanos usam plataformas digitais que simulam compras online para aliviar estresse financeiro sem gastar dinheiro real.
  • Esses "sites de dopamina" imitam experiências de comércio eletrônico, mas não realizam cobranças nem entregas de produtos.
  • Usuários relatam que a simulação ajuda a controlar impulsos de consumo e proporciona sensações de recompensa e empolgação.
  • Apesar de populares, esses sites geram debates sobre seu impacto, com opiniões divididas sobre sua eficácia e potencial para reforçar hábitos de consumo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sites "fake" simulam experiências de compras online Unsplash

A crescente pressão financeira enfrentada pelos jovens da Coreia do Sul está impulsionando uma tendência inusitada: o uso de plataformas digitais que simulam experiências de compras online sem que qualquer produto seja realmente adquirido. Conhecidos como “sites de dopamina”, esses serviços reproduzem com riqueza de detalhes o funcionamento de aplicativos de comércio eletrônico e entrega, mas não realizam cobranças nem enviam mercadorias.

Os usuários podem navegar por catálogos, ler avaliações, selecionar itens, preencher endereços e até acompanhar o trajeto fictício de entregadores em mapas em tempo real. Ao final do processo, porém, nada é entregue e nenhum valor é debitado do cartão de crédito.


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Segundo relatos de jovens sul-coreanos, a experiência gera sensações muito semelhantes às de uma compra real, incluindo expectativa, empolgação e uma breve sensação de recompensa. Muitos afirmam que os sites ajudam a controlar gastos impulsivos e a resistir a desejos de consumo, especialmente em um cenário marcado pelo aumento do custo de vida.

Um dos usuários citados pela imprensa local é Kim, um trabalhador de escritório de 25 anos que costuma acessar uma plataforma inspirada em aplicativos de entrega de comida durante a madrugada. Ele afirma que o hábito o ajuda a lidar com a vontade de pedir refeições tarde da noite, sem comprometer o orçamento.


Além das plataformas que simulam compras e entregas, surgiram outros serviços voltados para a criação de experiências virtuais de conforto emocional. Um deles reproduz o ambiente de uma pausa para fumar. Os visitantes visualizam quantas pessoas estão conectadas naquele momento e podem deixar mensagens anônimas, criando uma sensação de companhia sem a necessidade de interações mais profundas.

Usuários relatam que essas experiências funcionam como pequenas pausas na rotina, ajudando a aliviar a solidão, a ansiedade e o estresse. Para estudantes e trabalhadores, a sensação de compartilhar um espaço virtual com outras pessoas oferece conforto, mesmo sem conversas diretas.


Apesar da popularidade crescente na Coreia do Sul, a tendência ainda desperta debates. Alguns especialistas consideram os sites uma alternativa inofensiva que pode reduzir compras por impulso. Outros alertam que eles podem reforçar os mesmos padrões comportamentais associados ao vício em compras online, mesmo sem envolver gastos reais.

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