Diretor que hipnotizou alunos que morreram é tema de série; entenda o caso
George Kenney foi acusado de praticar hipnose terapêutica sem licença, mas não respondeu pelas mortes
Internacional|Do R7
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O caso do diretor George Kenney, conhecido por hipnotizar três alunos que morreram em 2011, nos Estados Unidos, voltou à tona após virar tema de um episódio da série The Curious Case Of..., relembrando o ocorrido.
Kenney trabalhava na North Port High School, na Flórida, onde teria hipnotizado mais de 70 pessoas, incluindo funcionários e estudantes. Na mesma época, três adolescentes morreram, um em um acidente de carro e dois por suicídio, levantando suspeitas sobre o trabalho do educador.
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Embora não tenha respondido pelas mortes dos alunos, o ex-diretor foi acusado de praticar hipnose terapêutica sem licença. Ele era conhecido pela dedicação com os jovens, sempre buscando novas maneiras de inovar nas atividades escolares. O interesse pela hipnose surgiu como uma forma de ajudar os estudantes.
Após participar de um curso de cinco dias, Kenney começou a oferecer sessões para adolescentes que ficavam ansiosos em provas e enfrentavam problemas de concentração. Para participar da hipnose, era obrigatória a autorização dos pais. Os estudantes também precisavam concordar em serem gravados.
Três adolescentes mortos
O primeiro aluno que morreu na época em que era consultado pelo educador foi Freeman, de 16 anos, que procurava ajuda para diminuir suas dores e melhorar o desempenho atlético. Fontes próximas ao garoto disseram que, após as sessões de hipnose, ele tinha dificuldade em sair do “estado de transe” e não sentia o próprio corpo. Em março de 2011, ele morreu em um acidente de carro, após desviar da estrada e bater em uma árvore.
Menos de um mês depois, McKinley cometeu suicídio enquanto se preparava para uma audição musical. Segundo a revista People, um dia antes de morrer, ele foi hipnotizado e teria ficado fora do seu normal “quase como um zumbi”.
Em maio do mesmo ano, Plumbo, uma jovem que sofria de ansiedade durante as provas escolares, cometeu suicídio. De acordo com sua mãe, Kenney teria sido o responsável por “dar uma ferramenta que lhe permitiu fazer o que fez”. O diretor, no entanto, negou ter ensinado qualquer coisa que tivesse relação com sua morte.
Os pais das vítimas afirmam que o homem não conhecia os efeitos colaterais da hipnose, especialmente em pessoas com problemas de saúde mental. As autoridades da Flórida concluíram que George ultrapassou suas funções, sem licença para atuar na área da saúde.
O educador renunciou ao cargo em 2012 e foi condenado a seis meses de liberdade condicional e 50 horas de serviço comunitário.
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