Discurso de Charles 3º ‘coloca água na fervura diplomática’, diz professor
Falas do monarca em Washington buscam reforçar parceria histórica entre Reino Unido e Estados Unidos
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Em meio às tensões no Oriente Médio e aos desencontros entre Estados Unidos e Europa por conta do conflito no Irã, o rei Charles 3º se encontrou com Donald Trump e, nesta terça-feira (28), discursou no Congresso norte-americano. O monarca do Reino Unido enfatizou que buscará reforçar a união entre os países, aliados históricos.
“O rei, o monarca, ele tem um papel de chefe de Estado e, como nós sabemos, o chefe de Estado é o primeiro representante do país no exterior. E o rei Charles faz uma fala nesse sentido, de reforçar os laços, a continuidade da parceria, a importância dessa parceria no momento presente. Então ele, digamos, coloca ali um pouco de água na fervura diplomática, ou seja, acalma um pouco as tensões e isso pode costurar um caminho importante para o Reino Unido”, explica o professor de relações internacionais Alexandre Pires, em entrevista ao Link News.
Pires chama a atenção para o fato de o Reino Unido estar “jogando dos dois lados”. Tenta se aproximar novamente da União Europeia, mas sem perder distância dos Estados Unidos.
“O Reino Unido, como todos os países do mundo, nesse momento Trump, está sendo pressionado a tomar um lado, uma posição. E é isso que nós estamos sentindo quando a gente fala que o Trump apertou o governo britânico com relação ao não posicionamento, uma ajuda menos efetiva com relação ao Irã, ou seja, de que lado o Reino Unido quer estar? Do lado dos americanos, seus parceiros históricos, ou da Europa continental, que também são parceiros, mas também foram oponentes por muito tempo”, acrescenta.
Emirados Árabes fora da Opep
Ao abordar outro assunto do dia, o especialista ainda argumenta que a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e Opep+ se deve a uma insatisfação de longa data do conjunto de países: “Os Emirados são o terceiro maior produtor desse cartel de petróleo [...] e ele tem uma capacidade bem acima do que ele vem produzindo [...] Ele [Emirados Árabes Unidos] acaba servindo como torneira de regulação da Opep. Ou seja, quando a Opep quer aumentar, os Emirados têm muita capacidade sobrando, mas, quando vai fechar, vão e fecham justamente a deles”, ressalta.
De acordo com o docente, o Brasil não se beneficiaria se entrasse na Opep, já que a exportação brasileira do combustível é equivalente à iraniana e à dos Emirados Árabes.
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