Eleições no Peru: quem são os principais candidatos concorrendo à presidência
Peruanos vão às urnas neste domingo (12) pelo primeiro turno do pleito
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os peruanos vão às urnas neste domingo (12) para o primeiro turno das eleições presidenciais. Ao todo, 35 candidatos aparecem na disputa.
O pleito ocorre em meio a um cenário de instabilidade política prolongada. Nos últimos dez anos, o Peru teve oito presidentes, em meio a crises institucionais e sucessivos processos de destituição.
O presidente interino, José Balcázar, assumiu o cargo em fevereiro, após a destituição de José Jerí pelo Congresso. O atual pleito, realizado pouco tempo depois dessa troca no comando do Executivo, é visto como um teste para o país recuperar a sua estabilidade política.
LEIA MAIS
Conheça os principais candidatos nas eleições do Peru
Keiko Fujimori
Líder da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000, Keiko Fujimori, desponta como favorita no pleito, segundo pesquisas de intenção de voto. Esta é a quarta vez que a dirigente do Fuerza Popular disputa a Presidência. Ela tem 50 anos e nasceu na cidade de Jesús María.
A sua trajetória política começou em 2006, quando se elegeu deputada ao concorrer pelo partido Alianza por el Futuro. Três anos depois, em 2009, liderou a criação do Fuerza Popular, legenda que se apresenta como defensora do legado de seu pai e que atualmente reúne a maior bancada do Congresso, com 20 das 130 cadeiras.
Em 2017, passou a ser investigada sob suspeita de ter recebido recursos da construtora Odebrecht para financiar campanhas presidenciais — acusações que sempre negou. No ano seguinte, chegou a ser presa por 13 meses, até que, em 2019, o Tribunal Constitucional do Peru autorizou que respondesse ao processo em liberdade.
Em outubro do ano passado, Keiko voltou a afirmar que foi alvo de perseguição judicial. O tribunal posteriormente anulou o caso e invalidou o julgamento por lavagem de dinheiro.
No plano de governo para a eleição deste ano, a candidata defende o fortalecimento dos mecanismos de controle orçamentário e a ampliação dos poderes da Controladoria para combate à corrupção.
Na economia, propõe a redução da burocracia para pequenas e médias empresas. Já na segurança, aponta para a criação de centros nacionais integrados de comando e vigilância, com uso de mapas de criminalidade em tempo real e inteligência artificial.
Rafael López Aliaga
Rafael López Aliaga, de 65 anos, aposta na religiosidade como parte central de sua campanha presidencial. Engenheiro industrial nascido em Chiclayo, chegou a trabalhar em diversos bancos e nos setores de turismo e hotelaria antes de entrar na política.
Em 2007, começou no cargo de vereador provincial, função que exerceu até 2020. Em 2022, foi eleito prefeito de Lima.
O seu programa de governo tem como foco melhorias em saúde e educação, combate ao crime, redução do tamanho do Estado com foco no enfrentamento à corrupção e investimentos em infraestrutura e desenvolvimento nacional.
Entre as propostas, estão a expulsão de imigrantes em situação irregular e a construção de presídios isolados inspirados no modelo adotado por Nayib Bukele em El Salvador.
Carlos Álvarez
Ao contrário dos outros candidatos, Carlos Álvarez, de 62 anos, não tem atuação anterior em cargos públicos nem em partidos políticos.
Apesar disso, o candidato, nascido em Lima, já era amplamente conhecido no Peru por sua carreira artística. Comediante, ganhou projeção ao interpretar e satirizar nomes como Donald Trump, Gustavo Petro e Javier Milei.
Desde 2020, trabalha de forma independente como humorista, após anos participando de programas de televisão voltados ao entretenimento.
Entre as suas principais propostas estão medidas voltadas à segurança pública, como o reforço do policiamento e ações específicas em áreas com altos índices de criminalidade. Ele também promete fortalecer a educação do país.
Ricardo Belmont
Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Lima, Ricardo Belmont, de 80 anos, assumiu a prefeitura da capital peruana, sua cidade natal, em 1990. Em 1993 foi reeleito, permanecendo no cargo até 1995.
Ainda em 1995, tentou chegar à Presidência, mas foi superado por Alberto Fujimori. Entre 2009 e 2011, ocupou uma cadeira no Congresso como deputado substituto e, em 2018, voltou a disputar a prefeitura de Lima, obtendo 3,88% dos votos.
Na atual disputa, Belmont tem apostado nas redes sociais como ferramenta central de campanha. Ele propõe a adoção do empreendedorismo como uma estratégia de combate à pobreza. No campo social, também tem como bandeira a ampliação do acesso à saúde em áreas rurais e aos mais vulneráveis.
Outras propostas incluem a reestruturação do sistema de segurança e justiça e a criação de uma plataforma digital voltada ao acompanhamento de obras públicas.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp








