Putin reforçou defesas contra drones em mansão que divide com amante secreta, diz jornal
Estrutura reforçada protege círculo íntimo do presidente russo e levanta dúvidas sobre vulnerabilidade do local
Internacional|Do R7
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O presidente russo, Vladimir Putin, intensificou a proteção aérea em uma propriedade remota na região de Novgorod, no norte da Rússia, diante de temores sobre possíveis ataques ucranianos com drones de longo alcance. O local, conhecido como retiro de Valdai, passou por uma ampliação significativa de sistemas de defesa nos últimos meses.
De acordo com as informações, foram instaladas 27 torres equipadas com sistemas antiaéreos no complexo, sendo que 20 desses equipamentos foram adicionados a partir de 2024. Cada unidade pode custar até R$ 108 milhões, elevando o nível de proteção do local a patamares superiores ao de muitas cidades russas.
A comparação com a capital reforça essa disparidade: toda a região metropolitana de Moscou, com cerca de 20 milhões de habitantes, conta com aproximadamente 60 sistemas de defesa semelhantes. Ainda assim, o chefe do Kremlin teria priorizado a segurança de sua mansão particular.
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Imagens de satélite obtidas pela Rádio Svoboda indicam que sete novas torres foram construídas desde 17 de março. O reforço ocorre em meio ao aumento das preocupações em Moscou com a evolução das capacidades de ataque por drones da Ucrânia.
Mansão abriga amante e filhos
A mansão de Valdai é considerada a residência favorita de Putin. No local, ele viveria com sua suposta amante, Alina Kabaeva, ex-ginasta olímpica, e os dois filhos do casal, Ivan, de 11 anos, e Vladimir, de seis. Oficialmente, Putin está solteiro desde 2013, quando se divorciou de Ludmila Putina, com quem teve duas filhas.
A propriedade de Valdai está situada entre dois lagos e cercada por uma densa floresta, o que naturalmente dificulta a detecção por equipamentos inimigos. Além disso, o complexo incluiria uma réplica do escritório do Kremlin, permitindo ao presidente ocultar sua localização em pronunciamentos por vídeo, além de um bunker nuclear e um hospital.
Em dezembro, o governo russo afirmou que o local teria sido alvo de um ataque com drones ucranianos. O Ministério da Defesa divulgou imagens que mostrariam destroços de 91 aeronaves não tripuladas na área. A alegação, no entanto, foi contestada pela CIA, e autoridades ucranianas classificaram o material como “risível”.
Entre os sistemas instalados, a maioria seria do tipo Pantsir, embora ao menos uma unidade seja do sistema S-400.
O complexo também inclui uma residência separada para Kabaeva e as crianças. Segundo relatos, os filhos utilizam o sobrenome Spiridonov e vivem fora de registros públicos, sendo educados por tutores particulares e afastados de escolas convencionais.
Especialistas apontam que o nível de sigilo e proteção adotado por Putin se assemelha ao de regimes autoritários do passado e comparável, por exemplo, ao comportamento de Saddam Hussein.
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