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‘Enquanto o Irã tiver fonte de financiamento, ele não acaba com a guerra’, afirma especialista

Bloqueio do Estreito de Ormuz seria uma das maneiras de o Irã conseguir recursos necessários para o combate; entenda

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã permite extorsão de países por pagamentos para passagem de petroleiros.
  • Especialista ressalta que controle do estreito financia a guerra, mantendo o Irã ativo no conflito.
  • Israel pressiona Estados Unidos a atacar a produção petrolífera do Irã para desmantelar sua capacidade financeira.
  • Donald Trump enfrenta dilemas sobre intervenções, temendo impactos no preço do petróleo e retaliações devido à escalada do conflito.

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Neste domingo (15), um navio-tanque do Paquistão foi a primeira embarcação que não era do Irã a trafegar pelo Estreito de Ormuz desde o bloqueio realizado pelo governo iraniano. Ao longo da semana, outros veículos tiveram a passagem autorizada. A maioria pertencia à frota do próprio país, mas barcos indianos também tiveram a saída registrada após negociar com o Irã para garantir viagens seguras.

“Na verdade, eles estão extorquindo esses países, exigindo somas em dinheiro para passar de cada petroleiro”, denunciou o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral no Conexão Record News desta terça (17). Ele também apontou que o controle do Estreito de Ormuz pelo Exército iraniano é uma maneira de exportar o petróleo da nação a um preço e produção maiores, o que financia a guerra.


Israel tenta convencer EUA a destruir a produção petrolífera iraniana Reprodução/Record News - 29.01.2025

Tal medida impõe pressão nos países árabes e, principalmente, em Israel, que busca incentivar os Estados Unidos a eliminarem a produção petrolífera do Irã e adotarem uma postura de guerra total. “Destruir oleoduto, termoelétrica, usina de bombeamento. Enquanto o Irã tiver fonte de financiamento, ele não acaba com a guerra. O raciocínio de Israel, estrategicamente, é correto”.

Contudo, Cabral afirma que Donald Trump teme pelos efeitos que tal medida poderia trazer. Possibilidades como o aumento no preço do barril de petróleo e retaliações por meio de ataques à produção petrolífera dos países vizinhos ao Irã são consideradas pelo presidente, que está com a popularidade em declínio.


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Muitos já dizem que a questão do Irã definirá a presidência do Trump. Se ele vai ter uma boa presidência até o final do ano, se vai conseguir ganhar as eleições do governo ou se ele será, como eles chamam lá, um Pato Manco. [...] A tendência de Trump, quando pressionado, é escalar a guerra”, conclui o especialista.

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