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Entenda a crise na Venezuela e o aumento da tensão nas fronteiras

Como o país que tem dois homens que se dizem presidentes chegou ao auge da crise econômica e política com o fechamento da fronteira

Internacional|Do R7

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Embate entre Maduro (e) e Guaidó (d) se estendeu para a fronteira da Venezuela
Embate entre Maduro (e) e Guaidó (d) se estendeu para a fronteira da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou o fechamento da fronteira de seu país com o Brasil nesta quinta-feira (21). O objetivo seria evitar a entrada de doações que ele considera uma 'intervenção' por parte de países que apoiam a oposição venezuelana, como os EUA.

Por outro lado, o líder da Assembleia Nacional Venezuelana, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente do país no fim de janeiro, pede que ajuda humanitária entre no país para atender às necessidades da população.

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Como a Venezuela, que vive uma crise econômica, social e com dois líderes que afirmam terem o poder político ao mesmo tempo, chegou a esse ponto? Entenda a cronologia a seguir

Eleições contestadas

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Em maio de 2018, o presidente Nicolás Maduro foi reeleito para um mandato de seis anos, em uma eleição cercada de problemas e denúncias de fraude. Boa parte da oposição se recusou a participar e 54% dos eleitores não foram às urnas.

Logo em seguida, o governo dos EUA anunciou que não reconheceria o resultado da eleição, além de aplicar diversas sanções econômicas contra figuras importantes do chavismo e grandes empresas venezuelanas.

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A crise econômica se agravou durante o restante de 2018, e a inflação chegou a bater os 1.000.000% anuais.

Posse e autoproclamação

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O impasse político começou a se intensificar em janeiro deste ano. No dia 10, Maduro tomou posse de seu terceiro mandato, o segundo para o qual foi eleito. As chances de cumprir os seis anos sempre foram consideradas pequenas.

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No dia 23 de janeiro, uma data considerada histórica na Venezuela, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente e disse que irá convocar novas eleições.

Dividido entre dois presidentes, o país viu a crise se agravar. Guaidó, no entanto, passou a receber o apoio de diversos países.

Endosso de Trump e outros países

Imediatamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela. Diversos líderes da América do Sul, como os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, da Argentina, Maurício Macri, e da Colômbia, Iván Duque, entre outros, fizeram o mesmo, assim como países da União Europeia.

No mesmo dia, em um discurso no Palácio de Miraflores, sede do governo, Maduro anunciou o rompimento das relações diplomáticas de seu país com os EUA, que ele acusou de apoiarem um "golpe" ao reconhecer Guaidó.

Mesmo com o apoio de cerca de 50 países ao presidente autoproclamado, Maduro conseguiu o reconhecimento de líderes como os presidentes do México, Andrés Manoel López Obrador, da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e especialmente da Rússia, Vladimir Putin, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Chegada de donativos à Venezuela é motivo de crise na fronteira com o Brasil
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Questões humanitárias

Nas últimas semanas, Guaidó intensificou pedidos e campanhas para que os países que o apoiam mandem ajuda humanitária para a Venezuela, especialmente alimentos e medicamentos.

Por sua vez, Maduro recusa a entrada desses itens vindos de países que seguiram a diplomacia norte-americana e reconheceram seu opositor. No início desta semana, Trump fez um discurso em Miami em que deu um ultimato aos militares que apoiam o presidente.

Em resposta, Maduro disse que o presidente norte-americano adotou um tom 'quase nazista' e voltou a recusar ajuda do país e seus aliados. Em contrapartida, ele anunciou a chegada de um carregamento de remédios comprados da Rússia.

O futuro da Venezuela segue indefinido, com tantos interesses e forças internacionais envolvidos. Enquanto isso, o povo venezuelano segue à espera de uma melhoria.

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