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Entenda de que maneira a guerra no Oriente Médio afeta o meio ambiente

Mais de 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono foram lançadas na atmosfera nas primeiras duas semanas de conflito

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A guerra no Oriente Médio gera sérios impactos ambientais, liberando cinco milhões de toneladas de CO₂ nas primeiras duas semanas.
  • Mais de 300 incidentes danosos ao meio ambiente foram registrados, com uma média de 10 por dia durante o conflito.
  • Danos à infraestrutura energética e desvios de poluentes afetam a saúde da população e a biodiversidade local.
  • Os efeitos do conflito são globais e persistem, mesmo com possíveis cenários de paz, devido à necessidade de reconstrução.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A guerra no Oriente Médio ameaça o planeta inteiro, não somente com uma possível escalada do conflito, mas também com os danos causados ao meio ambiente. Uma pesquisa identificou que, logo nas duas primeiras semanas do conflito, 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono foram lançadas na atmosfera.

O mesmo relatório mostra que, no 32º dia da guerra, mais de 300 incidentes danosos ao meio ambiente foram identificados, uma média de 10 por dia. “A destruição da infraestrutura energética e construções [...] libera uma quantidade de poluentes no ar, o que provoca danos de saúde à população”, alerta o biólogo, PhD em ecologia e membro do painel de experts da ONU (Organização das Nações Unidas), Magno Castelo Branco.


Dois prédios residenciais aparecem com grandes danos estruturais, paredes e varandas destruídas. No chão, há destroços espalhados. Nas fachadas, pendem bandeiras de Israel.
Destruição causada pela guerra polui o meio ambiente e piora as condições de vida dos moradores Reprodução/Record News

O biólogo também chama atenção ao despejo de gases do efeito estufa devido ao alto consumo de energia dos exércitos, mas ele destaca que os impactos do conflito não se limitam a tal emissão. Cenários como um vazamento de óleo no estreito de Ormuz, ataques a bases nucleares e a destruição de estações de tratamento de esgoto tornam-se cada vez mais reais.

Nem mesmo um cenário de paz solucionaria todos os problemas, uma vez que o especialista lembra que tudo que foi destruído terá de ser reconstruído no futuro. “O setor de função civil, por exemplo, é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do planeta”.


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Ele explica que, em um país com uma matriz energética mais carbonizada, como o Irã, o volume de CO₂ por metro quadrado seria muito maior do que em países europeus, com uma média de 350 kg despejados por metro quadrado.

“São impactos ambientais que vão muito além da questão puramente ambiental. Eles podem impactar a saúde pública da população local. [...] Também influenciam na biodiversidade e têm um impacto global e difuso”, concluiu Castelo Branco no Conexão Record News desta terça (31).

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