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Estado Islâmico acabou? O que restou do grupo que chocou e aterrorizou o mundo

Grupo terrorista teve o seu auge em 2015 e chegou a controlar mais de 80 mil km² na Síria e Iraque

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estado Islâmico foi derrotado territorialmente em 2019, mas ainda mantém células ativas.
  • A organização busca reorganizar suas operações.
  • A ONU estima que haja entre 1,5 mil e 3 mil terroristas ativos na Síria, no Iraque e em países na África.
  • Em fevereiro, os EUA lançaram ataques contra o grupo como resposta a uma emboscada, resultando em mortos e capturados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estado Islâmico surgiu como um braço da Al-Qaeda Reprodução/YouTube/Jornal da Record

Derrotado territorialmente em 2019, o Estado Islâmico deixou de controlar áreas extensas no Oriente Médio, mas não desapareceu totalmente. A organização, considerada terrorista pelo governo dos Estados Unidos, mantém células ativas, atuando de forma mais descentralizada.

O Estado Islâmico surgiu como um braço da Al-Qaeda, tendo o seu auge em 2015. A organização controlava uma área de 88 mil km² no norte da Síria e do Iraque, de onde lançava ataques na região e em outros países. A organização também acumulou bilhões de dólares com roubos, sequestros e a exploração de petróleo.


Embora não controle mais territórios na Síria e no Iraque, autoridades dos EUA, que ajudaram no desmantelamento do grupo, alertam que a atuação continua. A Avaliação Anual de Ameaças (ATA), da Comunidade de Inteligência dos EUA, aponta que, em 2025, ainda que o Estado Islâmico “tenha sofrido grandes reveses”, ele “continua sendo a maior organização terrorista islâmica do mundo” e busca ganhar impulso com ataques de grande repercussão.

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O grupo tinha como objetivo estabelecer um califado transnacional. Isto é, um estado islâmico governado por uma interpretação extremista e rígida da Sharia (lei islâmica). Para isso, obrigava as pessoas que viviam nas áreas controladas a se converterem ao islamismo. Quem se recusava poderia sofrer torturas e mutilações ou serem condenados a pena de morte.


Os números exatos de vítimas dos ataques contra o Estado Islâmico, que, além dos EUA, contava com a participação de países como a França, são desconhecidos. O Observatório de Direitos Humanos da Síria, contabiliza que mais de 371 mil pessoas morreram.

No Iraque, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que ao menos 30.912 civis foram mortos em atos de terrorismo e violência entre 2014 e 2018. Aadêmicos e ativistas dizem que este número pode chegar a 70 mil.


O Estado Islâmico foi derrotado territorialmente em março de 2019, com a queda de seu último reduto em Baghuz, na Síria. A ofensiva foi conduzida por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, com participação de forças curdo-árabes e do Exército do Iraque, além do apoio da Rússia e do Irã. A perda de importantes fontes de financiamento, especialmente a exploração de petróleo, também contribuiu para enfraquecer o grupo.

Estado Islâmico intensificou recrutamento no ano passado

Segundo a agência Reuters, em reportagem publicada em junho do ano passado, o Estado Islâmico intensificou o recrutamento de novos terroristas. O objetivo seria reorganizar as suas operações para retomar ataques na Síria e no Iraque.


Autoridades locais e internacionais afirmaram na ocasião que, embora enfraquecida, a organização estaria aproveitando o cenário de instabilidade regional para rearmar terroristas, identificar novos alvos e espalhar propaganda jihadista. Além disso, os terroristas estariam migrando para cidades como Aleppo, Homs e Damasco e pontos estratégicos no norte do Iraque.

A ONU estima que o Estado Islâmico mantenha entre 1,5 mil e 3 mil terroristas ativos na Síria, no Iraque, e em países da África.

Em fevereiro deste ano, o Exército dos Estados Unidos voltou a lançar ataques contra o Estado Islâmico na Síria em resposta a uma emboscada que matou dois soldados americanos e um intérprete civil do país. Pelo menos 50 membros do grupo terrorista foram mortos ou capturados, enquanto mais de 100 foram atingidos.

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