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Estreito de Ormuz está praticamente paralisado; Irã alerta navios em trânsito

Tráfego permanecia bem abaixo de 10% do volume normal; apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã alertou navios a manter rotas pelo Estreito de Ormuz devido à segurança.
  • O tráfego na região está operando abaixo de 10% do volume normal, com apenas seis navios passando nas últimas 24 horas.
  • A Mitsui O.S.K. Lines, uma grande empresa de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela situação, aguardando orientações governamentais.
  • Mais de 180 petroleiros permanecem retidos no Golfo, e a cautela das empresas de navegação deve persistir mesmo após o cessar-fogo de duas semanas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ilustração mostra mapa com estreito de Ormuz e Irã
Mais de 180 petroleiros permanecem retidos no golfo Dado Ruvic/Reuters - 09.04.2026

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou os navios para que, ao cruzarem o estreito de Ormuz, no golfo Pérsico, mantenham uma rota que passe por suas águas territoriais, enquanto o tráfego nesta quinta-feira (9) permanecia bem abaixo de 10% do volume normal.

A Mitsui O.S.K. Lines, uma das três maiores empresas de transporte marítimo do Japão, está entre as afetadas pela confusão, enquanto as empresas tentam entender o impacto do cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã.


“É preciso confirmar que os riscos à segurança são suficientemente baixos”, disse o presidente e CEO, Jotaro Tamura, à Reuters em entrevista nesta quinta-feira.

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A empresa conseguiu recentemente retirar três navios-tanque do estreito — um carregado com gás natural liquefeito e dois com gás liquefeito de petróleo (GLP).


Tamura disse que a empresa aguardava orientações do governo japonês sobre como proceder durante o cessar-fogo de duas semanas.

Rota de Larak

A Guarda Revolucionária quer que as embarcações naveguem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta-feira.


As embarcações devem entrar no estreito ao norte da Ilha de Larak e sair ao sul dela até segunda ordem, em coordenação com a Marinha da IRGC, segundo a Tasnim, que citou a IRGC.

“Há uma possibilidade real de risco contínuo para trânsitos não autorizados pelo Estreito de Ormuz, bem como para embarcações ligadas a Israel e aos EUA que tentam transitar”, disse a empresa britânica de segurança marítima Ambrey em um comunicado.


“Mesmo embarcações com autorização aparente foram impedidas de passar nas últimas semanas durante o trânsito”, acrescentou.

Pouco tráfego

Apenas seis navios passaram pelo estreito nas últimas 24 horas, contra cerca de 140 normalmente, mostraram dados de rastreamento de navios nesta quinta-feira.

Entre eles estavam um petroleiro e cinco graneleiros, segundo dados de Kpler, Lloyd’s List Intelligence e Signal Ocean.

Um navio-tanque químico estava prestes a cruzar o Golfo com destino à Índia, conforme dados de rastreamento de navios nas plataformas MarineTraffic e Pole Star Global, divulgados nesta quinta-feira.

“A maioria das companhias de navegação provavelmente permanecerá cautelosa, e duas semanas não serão suficientes para eliminar o acúmulo de navios, mesmo que haja um aumento significativo no tráfego”, afirmou Torbjorn Soltvedt, da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.

Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no golfo, de acordo com a empresa de rastreamento de navios Kpler.

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