EUA entregarão amanhã a Cuba carta de Obama sobre abertura de embaixadas
Internacional|Do R7
Havana, 30 jun (EFE).- O chefe do Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana, Jeffrey DeLaurentis, entregará amanhã, na sede do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, uma carta "sobre o restabelecimento de relações diplomáticas e a abertura de embaixadas nos respectivos países", informou a própria chancelaria cubana nesta terça-feira. Segundo a pasta, o ministro interino de Relações Exteriores, Marcelino Medina, receberá DeLaurentis, "que será o portador da carta" enviada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, ao líder cubano, Raúl Castro. Havana divulgou esse breve comunicado oficial esta tarde, pouco depois que fontes da Casa Branca anteciparam que Estados Unidos e Cuba anunciarão amanhã, quarta-feira, que já têm um acordo para restabelecer suas relações diplomáticas e abrir embaixadas em suas respectivas capitais. O esperado anúncio acontecerá seis meses depois do dia 17 de dezembro de 2014, a data na qual os presidentes de ambos países informaram do início de um processo para restaurar suas relações diplomáticas, rompidas em 1961. Durante o último meio ano, duas equipes negociadoras de ambos países realizaram quatro rodadas de conversas oficiais, além de uma preliminar sobre direitos humanos, lideradas pela secretária-adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, Roberta Jacobson, e a diretora para os EUA e América do Norte de Cuba, Josefina Vidal. Nesses seis meses ocorreram avanços significativos como a saída de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo elaborada anualmente pelo departamento de Estado dos EUA e a histórica reunião entre Obama e Castro durante a Cúpula das Américas realizada em abril no Panamá, e da qual Cuba participou pela primeira vez. A abertura de embaixadas em Havana e Washington encerrará a fase da restauração dos vínculos diplomáticos, mas não representa a normalização total de relações, já que para isso Cuba exige o fim do embargo econômico, comercial e financeiro que os Estados Unidos aplicam à ilha, assim como a devolução dos terrenos da Base Naval de Guantánamo. EFE sam/rsd











