Avião-espião dos EUA entra em operação para vigiar a Coreia do Norte; conheça
Aeronave pode ter coletado informações sobre as atividades militares norte-coreanas em áreas ao longo e ao norte da zona desmilitarizada
Internacional|Do R7
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Um avião de reconhecimento das Forças Armadas dos Estados Unidos realizou voos de vigilância focados na Coreia do Norte pela primeira vez. Segundo dados de rastreamento de voo, o Athena-R, a mais nova aeronave espiã americana, já realizou duas missões.
O Athena-R decolou do Campo Humphreys em Pyeongtaek, província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, em 31 de maio e 1º de junho, permanecendo em voo por longos períodos enquanto sobrevoava a península coreana, aproximadamente de 30 a 50 quilômetros ao sul da Zona Desmilitarizada.
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Acredita-se que a aeronave tenha coletado informações sobre as atividades militares norte-coreanas em áreas ao longo e ao norte da Zona Desmilitarizada, utilizando seu avançado conjunto de sensores de bordo.
O ATHENA-R foi projetado para proporcionar maior autonomia, maior capacidade de carga útil, maior alcance e tecnologia de sensores de ponta em apoio aos comandos de combate dos EUA.
O objetivo é operar em grandes altitudes, o que garantiria maior capacidade de sobrevivência, recuperando-se rapidamente em casos de ataques cibernéticos, por exemplo, e maior linha de visão, essencial na precisão do fogo de longo alcance.
Voando a altitudes de até 12 quilômetros por mais de 15 horas consecutivas, ele pode rastrear e monitorar alvos terrestres e aéreos com precisão em todas as condições climáticas.
O avião tem como base o jato executivo Global 6500 e é equipado com acomodações para descanso da tripulação, banheiros e uma cozinha para missões de longa duração.
O modelo substitui a aeronave de reconhecimento RC-12X Guardrail, que foi aposentada no segundo semestre do ano passado pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na Coreia do Sul. Movido a turboélice, o Guardrail era comparativamente lento e limitado a missões em baixa e média altitude, restringindo seu alcance de vigilância. Ele estava em operação há cerca de quatro décadas.
Duas aeronaves Athena-R foram enviadas dos Estados Unidos para a Coreia do Sul em fevereiro de 2024. Na época, Andrew Evans, diretor da Força-Tarefa de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento do Exército americano, afirmou em comunicado que a medida foi tomada para apoiar “o compromisso de longa data que temos com a República da Coreia [nome oficial da Coreia do Sul]”.
Especialistas em defesa afirmam que um único Athena-R pode realizar o trabalho de duas ou três aeronaves Guardrail.
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