EUA parecem estar dispostos a levar conflito no Irã ‘às últimas consequências’, diz analista
Fuzileiros navais norte-americanos abordaram um navio-tanque, e outro teria sido atingido por um projétil
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os Estados Unidos intensificaram a campanha de bombardeios contra o Irã e, nesta sexta-feira (17), Washington atingiu pontes e um aeroporto em áreas costeiras do sul. Além disso, o comando central das Forças Armadas norte-americanas incluiu a infraestrutura logística militar iraniana na lista de alvos.
Em paralelo a isso, fuzileiros navais dos EUA abordaram um navio-tanque, e outro navio teria sido atingido por um projétil no estreito de Ormuz. Ademais, o presidente Donald Trump ameaçou lançar ataques aéreos em larga escala contra a infraestrutura do Irã e também se recusou a descartar um ataque terrestre à costa ou às ilhas iranianas. Em resposta, Teerã lançou ataques contra as bases militares norte-americanas em todo o Oriente Médio.
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Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de política internacional Paulo Velasco explicou que o governo de Donald Trump tem estado mais disposto a ampliar a envergadura dos ataques, focando muito mais na infraestrutura crítica do Irã, especialmente a de transporte. Em contrapartida, Velasco apontou que, por enquanto, o Irã mantém uma lógica de resistência, com os contra-ataques sempre contra instalações norte-americanas na região do Golfo Pérsico.
“Por enquanto, o cenário se mantém nesse sentido, a falta de um acerto, a falta de um entendimento, e Washington parece estar disposto a levar esse conflito a uma escalada ainda maior, às últimas consequências para tentar aí sim fazer com que o regime iraniano se dobre as suas pressões”, analisou.
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