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EUA pedem a Ruanda que pare de apoiar rebeldes congoleses

Internacional|Do R7

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Por Lesley Wroughton

WASHINGTON, 23 Jul (Reuters) - Os Estados Unidos pediram nesta terça-feira a Ruanda que retire seu apoio aos rebeldes do grupo M23 na vizinha República Democrática do Congo, apontando indícios de envolvimento de militares ruandeses.


Foi a primeira reação de Washington a recentes confrontos do M23 com as forças do governo congolês perto de Goma, maior cidade do leste do Congo, uma região rica em minérios.

Os Estados Unidos, no entanto, evitaram apontar um envolvimento direto do presidente ruandês, Paul Kagame, que é aliado dos EUA e costuma receber elogios de doadores internacionais por suas iniciativas de combate à pobreza.


"Pedimos a Ruanda que encerre imediatamente qualquer apoio ao M23 (e) retire seu pessoal militar do leste da RDC", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

O apelo ocorre dois dias antes de o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, presidir uma sessão especial do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) obre a região africana dos Grandes Lagos.


O M23 começou a controlar partes do leste do Congo no começo do ano passado, acusando o governo de Kinshasa de ter desrespeitado um acordo de paz de 2009.

Um relatório da ONU em junho desse ano disse que o M23 recruta combatentes em Ruanda com o auxílio de oficiais do Exército local, ao passo que elementos do Exército congolês estariam colaborando com o grupo rebelde ruandês FDLR, ligado à etnia hutu.


O relatório levou os Estados Unidos e alguns governos europeus a suspender sua assistência militar a Ruanda.

Psaki disse que a preocupação com o M23 se deve em parte a denúncias da entidade Human Rights Watch, que acusou os rebeldes por execuções, estupros e recrutamento forçado de homens e meninos, com o apoio de Ruanda.

(Reportagem adicional de Louis Charbonneau)

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