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EUA transferem discretamente diplomatas e familiares de vários países do Oriente Médio por temor de escalada

Medida ocorre após a intensificação dos ataques houthis contra a Arábia Saudita

Internacional|Jennifer Hansler, Kylie Atwood, Sean Lyngaas e Zachary Cohen, da CNN Internacional

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os EUA estão retirando diplomatas e familiares do Oriente Médio devido ao risco de escalada regional.
  • A retirada é descrita como caótica, com famílias enfrentando dificuldades financeiras e logísticas.
  • A intensificação dos ataques houthis contra a Arábia Saudita é um dos motivos para a evacuação.
  • O apoio financeiro para as famílias é insuficiente, gerando insatisfação e incertezas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Combatentes do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita disparam um canhão sem recuo montado em um caminhão durante batalhas contra os houthis apoiados pelo Irã na frente de Jabal Han, a oeste de Taiz, em 21 de outubro
Movimentação acontece enquanto Trump sinaliza possibilidade de retomar ataques ao Irã Ahmad Al-Basha/AFP/Getty Images via CNN Newsource

Os Estados Unidos estão acelerando a retirada de alguns diplomatas e seus familiares de postos no Oriente Médio diante da ameaça de uma escalada regional, segundo várias fontes familiarizadas com o assunto.

As saídas têm sido descritas como um frustrante e caótico déjà vu, já que muitas das pessoas que estão deixando a região haviam retornado recentemente aos seus postos depois de terem sido orientadas a sair durante o período mais intenso da guerra com o Irã.

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“Dizer que foi caótico é pouco”, afirmou um diplomata americano, explicando que o apoio financeiro oferecido até agora não cobre os custos da mudança de toda a família para fora da região. Muitas dessas famílias precisaram deixar suas casas às pressas no Oriente Médio durante as primeiras semanas da guerra e buscar novas moradias e escolas para os filhos. Agora, muitas são obrigadas a passar pelo mesmo processo novamente, possivelmente com um apoio financeiro menor por parte do Departamento de Estado.

“Isso lembra o caos vivido pelas famílias no início deste ano. Algumas mal haviam conseguido se reinstalar quando receberam a ordem para partir novamente”, disse à CNN Nikki Gamer, porta-voz da Associação do Serviço Exterior dos Estados Unidos. “É compreensível que estejam chateadas, confusas e indignadas.”

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As mudanças ocorrem enquanto os houthis, grupo apoiado pelo Irã, intensificaram ataques contra a Arábia Saudita, hostilidades que, segundo alertas repetidos do Departamento de Estado, “têm potencial para se expandir rapidamente além dessa área imediata”.

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Também acontecem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerir que poderia retomar ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato. Paralelamente, segundo fontes, Israel tem pressionado, sem sucesso até o momento, por uma ação mais imediata.

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Nesta semana, o Departamento de Estado ordenou a saída da Arábia Saudita de funcionários que não exercem funções emergenciais e de todos os familiares. Autoridades afirmaram que a decisão foi motivada pela intensificação dos ataques houthis.

Ao mesmo tempo, o governo americano vem ajustando discretamente o quadro de funcionários de outras embaixadas na região, incluindo Jordânia, Bahrein, Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Líbano, segundo fontes ouvidas pela CNN.

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Diferentemente da retirada ordenada da Arábia Saudita, as movimentações nessas outras embaixadas não foram anunciadas publicamente. O Departamento de Estado ressaltou que essas representações diplomáticas, ao contrário da missão na Arábia Saudita, não tiveram mudança de status e continuam operando sob o regime de “operações restritas”. Mesmo sem uma alteração formal, pode haver ajustes de pessoal dentro dessa categoria.

“Parece muito uma repetição sem fim”, afirmou uma fonte em Amã ao comentar a nova instrução para que parte do pessoal da embaixada deixe a capital jordaniana.

Nem todas as embaixadas permitiram o retorno dos filhos dos diplomatas, mas a maioria autorizou a volta dos cônjuges. Agora, esses familiares estão deixando postos aos quais haviam sido autorizados a retornar há pouco tempo. No entanto, diferentemente do que ocorreu no início deste ano, as fontes dizem que não estão recebendo o mesmo nível de apoio financeiro.

A comunicação e a coordenação das saídas entre a sede do Departamento de Estado, em Foggy Bottom, e os diplomatas em campo são “tão desastrosas quanto no início da guerra com o Irã”, segundo uma fonte familiarizada com as operações.

Os funcionários do serviço exterior também estão preocupados com a possibilidade de o Departamento de Estado conceder diárias às famílias que retornam aos Estados Unidos. A fonte destacou que algumas embaixadas sequer realizaram as reuniões de planejamento ou os encontros informativos que normalmente antecedem evacuações.

“Muitas pessoas estão descobrindo tudo pela imprensa, e não por seus superiores na missão”, acrescentou.

A Associação do Serviço Exterior dos Estados Unidos (AFSA), sindicato que representa os diplomatas americanos, afirmou estar recebendo relatos de um verdadeiro “pingue-pongue burocrático”.

“Famílias que mal haviam retornado aos seus postos e reintegrado seus filhos às escolas estão sendo orientadas a se preparar para uma nova evacuação, sem saber qual apoio financeiro terão disponível”, informou a entidade em comunicado divulgado nesta quinta-feira.

Segundo Gamer, porta-voz da AFSA, “famílias fora da Arábia Saudita relataram à associação que estão sendo obrigadas a deixar seus postos sem a confirmação de apoio para moradia ou de pagamento de diárias”. A justificativa recebida é que suas embaixadas não estão tendo o status alterado para além da condição de “operações restritas”.

Essas famílias geralmente dependem das diárias para encontrar moradia e cobrir gastos inesperados associados à necessidade de deixar suas casas no exterior, especialmente quando o diplomata permanece na embaixada por ser considerado trabalhador essencial.

“As famílias merecem saber como vão pagar por um lugar para morar antes de embarcarem em um avião”, concluiu Gamer.

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