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Europa fará tudo para preservar acordo com Irã, diz diplomata da UE

Internacional|Do R7

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Por John Miller

ZURIQUE (Reuters) - Os países da Europa farão o máximo para preservar o acordo que limita o programa nuclear do Irã, apesar das dúvidas expressadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse uma diplomata veterana da União Europeia nesta quarta-feira.

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"Este não é um acordo bilateral, é um acordo multilateral. Como europeus, faremos tudo para que ele continue", disse Helga Schmid, secretária-geral do serviço de política externa da UE, em uma conferência de investimentos do Irã realizada em Zurique, a capital financeira da Suíça.

O bloco mediou o pacto entre Irã, EUA, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China em 2015.

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Trump está estudando se o acordo serve aos interesses de segurança norte-americanos e tem até o dia 15 de outubro para confirmar se Teerã está cumprindo com o acordado, uma decisão que pode acabar com um pacto que tem grande apoio das outras potências mundiais que o negociaram.

Schmid disse que a Europa se preocupa com o papel do Irã em questões regionais, mas que estas não são parte do acordo nuclear, conhecido como Plano Abrangente de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês).

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"Estou absolutamente convencida de que não ficaremos em uma situação melhor para tratar de qualquer destas questões descartando o acordo", disse Schmid.

"O mundo não precisa de uma segunda crise de proliferação nuclear. Uma já é demais", acrescentou ela em aparente referência ao impasse de Washington com a Coreia do Norte.

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Nicholas Hopton, embaixador britânico no Irã, disse que os relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) mostraram que Teerã está cumprindo plenamente os termos do pacto.

"Esperamos que o presidente Trump recertifique o acordo e que os EUA continuem a desempenhar um papel construtivo e importante na implementação do JCPOA", disse ele à conferência.

Na terça-feira o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, disse que seu país deveria cogitar se manter no acordo com o Irã, a menos que fique provado que o regime não o está respeitando ou que não seja do interesse nacional norte-americano fazê-lo.

Embora Mattis tenha dito que apoia a revisão de Trump do pacto, sua própria opinião é muito mais positiva que a do presidente, que classificou o entendimento entre o Irã e as seis potências como um "constrangimento".

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