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Eurozona 'reafirma sua oferta' ao Chipre após voto negativo no Parlamento

Internacional|Do R7

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A zona do euro reafirmou nesta terça-feira sua "oferta" de socorro financeiro ao Chipre totalizando 10 bilhões de euros, assinalou um comunicado do grupo após o Parlamento cipriota rejeitar o polêmico plano, que inclui taxar correntistas residentes e não residentes no país.

"A zona do euro toma nota do resultado da votação e reafirma sua oferta ao Chipre", disse o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em um comunicado.

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Antes uma fonte europeia havia dito que a Eurozona esperava agora que o Chipre apresentasse uma contraproposta.

A taxa sobre os depósitos bancários tinha como objetivo arrecadar 5,8 bilhões de euros em troca do resgate que o Fundo Monetário Internacional, a União Europeia e o Banco Central Europeu decidiram conceder ao Chipre para evitar a quebra do país.

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Essa proposta foi recebida com protestos e o Parlamento a rejeitou com 36 votos contra, 18 abstenções e nenhum a favor.

Apesar da decisão do Parlamento, o Banco Central Europeu reafirmou seu compromisso com um plano que forneça a liquidez necessária aos bancos da ilha.

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O plano de resgate previa, em contrapartida ao empréstimo de 10 bilhões de euros à ilha à beira da falência, uma taxa excepcional de 6,75% sobre todos os depósitos bancários de 20 mil a 100 mil euros, e de 9,9% para aqueles acima desse valor.

O projeto, concluído em Bruxelas no sábado, incluía originalmente uma taxa de 6,75% sobre os depósitos até 100.000, mas diante da revolta generalizada provocada por essas taxas, Chipre havia decidido isentar os depósitos de menos de 20.000 euros.

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Na ilha, os bancos, fechados desde sábado, permanecerão assim até quinta-feira, já que as autoridades temem uma corrida dos clientes aos caixas para retirar suas economias. A Bolsa anunciou a suspensão de suas operações nesta terça e na quarta-feira.

O Chipre precisa de 17 bilhões de euros para reduzir sua dívida e pediu a ajuda europeia em junho.

O país é o quinto da Eurozona a se beneficiar de um plano de resgate internacional, mas com um montante muito inferior ao que precisou ser injetado para salvar Grécia, Portugal e Irlanda e para recuperar o setor bancário espanhol.

O anúncio do plano de resgate provocou uma onda de choque no exterior, principalmente na Rússia. A taxa de 9,9% sobre os depósitos de mais de 100.000 euros pode custar bilhões de euros às fortunas russas depositadas na ilha.

Há meses, o Chipre é apontado como um paraíso fiscal com poucas restrições sobre a origem dos fundos depositados em seus bancos por milionários russos, muitos deles suspeitos de serem membros da máfia.

vl/ma/dm/lr

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