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Ex-policial admite ter vasculhado celulares de motoristas em busca de nudes

Americano confessou ter acessado fotos íntimas de mulheres durante fiscalizações viárias

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um ex-policial de Florissant, Missouri, admitiu ter vasculhado celulares de motoristas mulheres em busca de fotos íntimas.
  • Julian Alcala parou 20 veículos entre fevereiro e maio de 2024, alegando verificar informações do seguro.
  • Ele se declarou culpado de 20 acusações de violação de direitos, podendo enfrentar até um ano de prisão.
  • A conduta foi descoberta após uma vítima notar mensagens apagadas e contatar o FBI, que rastreou Alcala.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Julian Alcala, de 30 anos, era policial no estado do Missouri (EUA) Reprodução de vídeo/Jefferson College Law Enforcement Academy

Um ex-policial de Florissant, no estado americano do Missouri, admitiu ter usado abordagens de trânsito para acessar ilegalmente celulares de motoristas mulheres em busca de fotos e vídeos de nudez.

Segundo documentos apresentados à Justiça, o ex-agente Julian Alcala, de 30 anos, parou cerca de 20 veículos ao longo de vários meses de 2024 e aproveitou as verificações para vasculhar o conteúdo privado dos smartphones.

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Em acordo firmado com promotores federais na terça-feira (3), o ex-policial se declarou culpado de 20 acusações de violação deliberada do direito de cidadãos a estarem livres de buscas e apreensões sem sentido. Em contrapartida, a Promotoria retirou uma acusação de obstrução de justiça, de natureza mais grave.

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Cada uma das acusações às quais Alcala respondeu prevê pena de até um ano de prisão, multa de até 100 mil dólares (cerca de R$ 530 mil), ou ambas as sanções. Alcala permanece em liberdade mediante fiança enquanto aguarda a definição da sentença, marcada para 11 de março de 2026, em um tribunal federal.

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De acordo com o acordo de admissão de culpa, o primeiro caso ocorreu em fevereiro de 2024, quando Alcala parou o carro de uma mulher e levou o telefone dela para a viatura, sob o argumento de que precisava confirmar informações do seguro. Dentro do veículo oficial, ele encontrou um vídeo em que a motorista aparecia em ato sexual e o enviou para o próprio número. Em seguida, localizou também uma foto de nudez e usou o próprio aparelho para fotografar essa imagem.

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Nos meses seguintes, ainda segundo os autos, o então policial repetiu o mesmo procedimento com outras 19 motoristas. Nas abordagens, ele alegava necessidade de checar seguro ou registro do veículo, levava o telefone até sua viatura e procurava por imagens íntimas em pastas e aplicativos. As paradas de trânsito descritas no processo ocorreram entre 6 de fevereiro e 18 de maio de 2024.

A Promotoria afirmou que ele utilizava o próprio celular para registrar fotografias de uma ou mais imagens que mostravam a vítima, algum familiar ou ambos em estado parcial ou total de nudez.

A conduta só foi descoberta depois que a primeira vítima verificou mensagens apagadas em seu telefone e percebeu que o vídeo íntimo havia sido enviado para um número desconhecido. Desconfiada, ela entrou em contato com o FBI, a polícia federal americana, que rastreou o número até Alcala, então integrante da força policial de Florissant.

A partir dessa denúncia, o FBI obteve mandado de busca e apreensão e localizou as demais imagens de nudez associadas ao ex-policial, conforme descreve o acordo judicial. O caso reforça, segundo as autoridades, o caráter criminal de abusos cometidos por agentes encarregados de zelar pelo cumprimento da lei e pela proteção de direitos constitucionais dos cidadãos.

A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre as circunstâncias admitidas pelo ex-policial nem sobre a expectativa em relação à pena que será definida pela Justiça federal.

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