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Ex-presidente egípcio Mubarak será solto, diz advogado

Mubarak foi preso após rebelião popular; sua libertação deve causar ainda mais agitação no país

Internacional|Do R7

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Mubarak deve ser libertado até o final da semana, afirmou seu advogado
Mubarak deve ser libertado até o final da semana, afirmou seu advogado

O ex-presidente egípcio Hosni Mubarak será libertado em breve da prisão, após ter sido inocentado por promotores em um processo de corrupção, disse o advogado dele nesta segunda-feira (19), lançando mais uma notícia bombástica sobre o turbulento país.

O Egito vive o mais sangrento conflito interno da sua história moderna, com uma violenta repressão das forças de segurança contra ativistas que protestam contra a deposição do presidente islâmico Mohamed Mursi, que foi derrubado em 3 de julho pelas Forças Armadas, após intensos protestos da oposição.

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Mubarak, de 85 anos, foi preso após uma rebelião popular em 2011, que foi parte da chamada Primavera Árabe.

Em cenas que impressionaram o mundo árabe, Mubarak foi visto, com aspecto doente, dentro de uma cela em um tribunal onde respondia a acusações de corrupção e de ser responsável pela morte de manifestantes.

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Mais de um ano depois, a única razão jurídica para ele permanecer preso é um caso de corrupção que, segundo o advogado Fareed el Deeb, também será arquivado em breve.

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"Tudo o que nos resta é um simples procedimento administrativo que não deve levar mais do que 48 horas. Ele deve ser libertado até o final da semana", disse Deeb à Reuters.

Sem confirmar que Mubarak será solto, uma fonte judicial disse que o ex-governante, que passou 30 anos no poder, deverá ficar mais duas semanas atrás das grades, até que as autoridades judiciais tomem uma decisão definitiva.

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Mubarak e seu Ministro do Interior foram condenados à prisão perpétua no ano passado por não terem impedido a morte de manifestantes durante os protestos que o derrubaram. Mas recursos da promotoria e da defesa farão com que o julgamento seja repetido, e ele poderá aguardar em liberdade.

Mubarak não compareceu pessoalmente às audiências judiciais de sábado e segunda-feira. Ele está detido na penitenciária de Tora, na zona sudoeste da capital — mesmo lugar para onde membros da Irmandade Muçulmana foram levados depois do movimento militar que derrubou Mursi.

A possível libertação de Mubarak deve causar ainda mais agitação no mais populoso país árabe, onde 850 pessoas já morreram, incluindo 70 policiais e soldados, desde que as forças do governo provisório dissolveram com violência dois acampamentos de partidários de Mursi no Cairo.

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