Ex-presidente peruano PPK é internado antes de audiência
Pedro Kuczynski está em prisão domiciliar desde abril, depois de ser acusado de receber propinas da Odebrecht. Julgamento era para voltar à cadeia
Internacional|Da EFE

Em prisão domiciliar desde abril após ser acusado de receber propinas da Odebrecht, o ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski passou mal nesta sexta-feira (6) e voltou a ser internado em uma unidade de tratamento intensivo de um hospital de Lima, capital do país.
A internação ocorreu horas antes de a Justiça peruana julgar um pedido do Ministério Público para reverter a prisão domiciliar de Kucyznski, de 81 anos, que sofre de problemas cardíacos. O ex-presidente renunciou ao cargo em março de 2018, antecipando-se a um pedido de impeachment que seria votado contra ele no parlamento.
O advogado de Kuczysnki, César Nakazaki, afirmou que a possibilidade de voltar à prisão deixa seu cliente apreensivo, o que complica seu delicado estado de saúde.
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O ex-presidente já havia sido internado no mesmo hospital no fim de agosto. No mesmo dia, o promotor José Domingo Pérez pedia em outra audiência que a prisão dele fosse transformada em preventiva, um recurso negado pela Justiça peruana.
O pedido feito pelo Ministério Público para que Kucyznski seja enviado de volta à prisão comum foi avaliado hoje por um tribunal superior. A decisão, no entanto, só sairá nos próximos dias. Ainda assim, o ex-presidente não poderá ser preso até que receba alta.
Kuczysnki é investigado por ter usado uma companhia de sua propriedade para emitir notas de serviços de consultorias que não foram prestados à Odebrecht, uma tentativa de esconder as propinas que teriam sido pagas pela construtora. Ele teria recebido US$ 728 mil por meio da Westfield Capital enquanto era ministro do governo de Alejandro Toledo, também envolvido no escândalo de corrupção da empreiteira brasileira.
Em nota, o hospital onde Kuczynski está internado informou que ele sofre de taquicardia ventricular esporádica, com risco de descompensação em situações de estresse que podem desencadear fibrilação ventricular e morte súbita. Devido aos problemas de saúde, o ex-presidente já passou por cirurgia para instalar um marca-passo no coração.













