Explosivo é detonado próximo a local de votação de um candidato na Bolívia
Governo disse que situação será investigada e garante que não houve impacto no processo; bolivianos vão às urnas neste domingo
Internacional|Do R7
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Uma explosão foi registrada próximo a um local de votação de na região de Kutimarca, em Cochabamba, na Bolívia. O caso ocorreu no sábado (16), um dia antes da eleição do país.
Segundo anúncio da Agência Boliviana de Informação, a situação ocorreu nas imediações de uma escola onde vota o candidato Andrónico Rodríguez. Ele é o principal nome da esquerda na disputa pela presidência da Bolívia.
“A polícia está trabalhando nesse momento para identificar e validar informações de um artefato explosivo que teria sido detonado próximo a uma unidade educativa”, afirma um representante boliviano.
A imprensa local destaca que a explosão ocorreu no sábado e que não houve interferência no processo eleitoral do país.
Eleições na Bolívia
A Bolívia vai às urnas neste domingo (17) para escolher o próximo presidente em meio a uma das piores crises econômicas desde a década de 1980 e a uma divisão inédita no campo da esquerda.
As últimas pesquisas apontam favoritismo para dois candidatos de direita, Jorge “Tuto” Quiroga e Samuel Doria Medina, em um cenário que pode levar ao segundo turno pela primeira vez desde 2009.
Levantamento da AtlasIntel divulgado na sexta-feira (15) mostra Quiroga, do partido Liberdade e Democracia, com 22,3% das intenções de voto. Em seguida aparece Medina, da Unidade Nacional, com 18%.
O presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, da Aliança Popular, principal nome da esquerda, tem 11,4%. A pesquisa também indica alto índice de votos em branco ou nulos, 14,6%, e de indecisos, 8,4%. Eduardo del Castillo, candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que governa o país há duas décadas, aparece com 8,1%.
Outro levantamento, feito pela Ipsos-Ciesmori, aponta Medina com 21,2% e Quiroga com 20%, confirmando a disputa acirrada entre os dois primeiros colocados.
O resultado das urnas pode marcar o fim de um ciclo político que vigorou por décadas no país andino. O MAS, liderado durante anos por Evo Morales, enfrenta forte desgaste e conflitos internos. O atual presidente, Luis Arce, desistiu da reeleição em maio, afirmando que a decisão buscava evitar maior polarização.
Ele deixa o cargo em meio a protestos e à falta de combustíveis e dólares no país. A taxa anual de inflação chegou a 24% em junho, impulsionada pela queda na produção e exportação de gás natural, o que encareceu a importação de alimentos e combustíveis.
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