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Facções líbias se engajam em negociações de paz com mediação da ONU

Internacional|Do R7

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Por Ahmed Elumami

TRÍPOLI (Reuters) - Negociadores da ONU retomaram nesta quarta-feira as conversas com representantes das facções líbias que combatem entre si, reunindo-se em separado com os lados rivais na mais recente tentativa de resolver a crise política e mediar um cessar-fogo no país exportador de petróleo.

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A Líbia está tomada por uma luta entre um governo internacionalmente reconhecido e uma administração rival, sediada em Trípoli após uma facção armada ter invadido a capital em meados do ano passado.

Ambos os lados recebem o apoio de brigadas e combatentes que ajudaram a derrubar o líder autocrata Muammar Gaddafi em 2011, mas que desde então se voltaram umas contra as outras numa disputa complexa envolvendo diferentes tribos, antigas tropas de Gaddafi, militantes islamitas e forças federalistas.

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O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU), Bernardino León, reuniu-se com representantes dos governos rivais na cidade de Gadamés, perto da fronteira com a Argélia. Ambos os governos operam seus parlamentos e Forças Armadas em meio a um conflito que potências ocidentais temem ter o potencial de se transformar numa guerra civil.

A ONU disse nesta quarta-feira que as conversas foram focadas apenas no estabelecimento de uma agenda e de prazos sobre os quais as partes possam trabalhar na busca por um acordo, mas afirmou que negociações mais detalhadas vão ocorrer nos próximos dias.

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Conversas anteriores organizadas em Genebra no mês passado lograram pouco progresso, pois importantes representantes do governo baseado em Trípoli não compareceram, exigindo que o diálogo se desse na Líbia.

A ONU busca primeiro um acordo sobre um governo unificado, um cessar-fogo e a retirada de grupos armados das principais cidade e instalações líbias. Mas representantes da ONU reconheceram que tais objetivos estão longe de alcançar uma resolução para a crise.

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Os dois maiores portos petrolíferos da Líbia, Es Sider e Ras Lanuf, ambos totalizando uma capacidade de embarcar 600 mil barris de petróleo por dia, foram fechados desde dezembro por causa dos confrontos, reduzindo as cruciais receitas do petróleo e prejudicando a economia.

(Reportagem adicional de Tom Miles, em Genebra)

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