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Famílias de vítimas israelenses pedem que mundo se posicione contra violência islâmica

Para sobreviventes dos ataques terroristas do Hamas, guerra não é um conflito por terra, mas um confronto religioso

Internacional|Angelo Amante

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Cadeiras vazias em jantar em Bruxelas (Bélgica) representam reféns capturados pelo Hamas
Cadeiras vazias em jantar em Bruxelas (Bélgica) representam reféns capturados pelo Hamas

O mundo deve se posicionar contra a violência islâmica para evitar que ela se espalhe e tomar medidas para garantir a rápida libertação dos reféns em poder dos militantes do Hamas após o ataque de 7 de outubro no sul de Israel, disseram famílias das vítimas na quarta-feira.

Uma delegação de familiares visitou Roma para conversar com as autoridades, entre elas a primeira-ministra Giorgia Meloni, como parte de uma campanha para reforçar as iniciativas mundiais para libertar as cerca de 220 pessoas capturadas pelo Hamas.


O grupo inclui Avi Eylon, cuja filha de 23 anos, Shira, foi morta com um amigo enquanto participava de um festival de música eletrônica na cidade de Re'im, na fronteira com a Faixa de Gaza.

Sentado com a irmã de Shira, Adar, num hotel na capital italiana, ele disse que era tarde demais para a sua família, mas que os reféns precisavam voltar para casa.


"Por favor, acordem. Para as pessoas no mundo, para as pessoas na Europa: por favor, acordem, porque este não é um conflito de terra, este é um conflito religioso", afirmou ele à Reuters, dizendo que a razão pela qual o Hamas assassinou sua filha foi por ela ser judia.

Vítimas

Cerca de 222 pessoas foram feitas reféns após o ataque ao sul de Israel, no qual 1.400 foram mortos. O Hamas libertou na segunda-feira duas mulheres civis israelenses após a libertação de duas reféns com dupla nacionalidade americana e israelense, na sexta-feira.


Autoridades de saúde na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, disseram que mais de 6.500 pessoas foram mortas desde que Israel iniciou a sua campanha de bombardeios em resposta.

Três pessoas com dupla cidadania ítalo-israelense foram mortas no ataque do Hamas em 7 de outubro, incluindo Eviatar Moshe Kipnis e sua esposa, Lilian Le Havron, ambos no kibutz de Beeri, um dos principais alvos do ataque.


O filho deles, Nadav, que também perdeu o tio no ataque, veio à Itália exigir medidas para libertar todos os reféns, entre eles estão vários membros da sua família.

“Essas pessoas são apenas civis que não mereciam nenhum desses acontecimentos traumáticos, e que só são comparáveis ao Holocausto”, disse ele.

"Israel em si só pode lidar com o Hamas como uma organização terrorista, mas (Israel) não pode negociar com eles", disse ele à Reuters, ressaltando que estados como o Catar e o Egito estariam em posição de pressionar o Hamas para libertar os reféns.

Ele disse que era triste que alguns manifestantes que saíram às ruas na Europa em apoio à Palestina fossem a favor do Hamas, quando a violência islâmica atingiu novamente a França e a Bélgica.

“A narrativa de que o Hamas luta pela liberdade é simplesmente falsa”, disse. "O Hamas está lutando contra outras religiões."

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