Fragmentação do poder no Irã pode levar a acordo para fim da guerra; entenda
Fonte diz que país estaria pronto para reabrir Ormuz se os EUA aliviarem a pressão militar e econômica
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Um alto funcionário iraniano revelou à agência Reuters que o país está pronto para reabrir o estreito de Ormuz em até sete dias se os Estados Unidos aliviarem a pressão militar e suspenderem o bloqueio a portos. Neste domingo (20), o comando central militar disse ter sido informado de que os EUA se preparavam para retomar as operações militares com o apoio de países da região, o que poderia levar a uma retaliação “sem limitações” de Teerã.
Segundo o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News, a declaração é positiva. Ele explica que o Irã se preparou para lutar no conflito com uma cadeia de comando dividida. “O Irã se preparou para a eventualidade de os Estados Unidos atacarem a sua comunicação. Tinham grupos no território iraniano com ordens específicas para atacar bases dos Estados Unidos. Esses grupos agiam sem a necessidade de o comando central ordenar os ataques.”
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Apesar de efetiva no início da guerra, a estratégia gerou reveses. Brustolin cita uma ocasião em que um corpo da Guarda Revolucionária teria atacado, por conta própria, três petroleiros em Ormuz. “Essa descentralização do poder, no final das contas, levou a uma divisão no Irã, entre um grupo que quer negociar diplomaticamente a saída da guerra e um grupo que quer continuar o enfrentamento com os Estados Unidos e o fechamento do estreito de Ormuz como pressão internacional”, afirma.
No momento, as negociações entre Teerã e Washington seguem de forma indireta. Em discurso na Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York, o presidente Donald Trump falou sobre o Irã e mencionou a possibilidade de o Irã ceder e chegar a um acordo para o fim do conflito.
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