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Fraude eleitoral na Bolívia a favor de Morales foi 'imensa', diz OEA

Relatório de 100 páginas descreveu várias medidas 'deliberadas' e 'mal-intencionadas', incluindo o uso de um servidor de computador secreto

Internacional|Do R7

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OEA publicou detalhes sobre fraude eleitoral na Bolílvia
OEA publicou detalhes sobre fraude eleitoral na Bolílvia

A OEA (Organização dos Estados Americanos) publicou na quarta-feira (5) detalhes de medidas apontadas como "deliberadas" e "mal-intencionadas" para fraudar a eleição boliviana de outubro a favor do então presidente Evo Morales, que renunciou e deixou a nação andina em meio a uma crise política.

Um relatório de quase 100 páginas da OEA descreveu várias violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales.

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Líder de esquerda carismático e o primeiro presidente indígena da Bolívia, Morales tentou a reeleição apesar de um referendo de 2016 que rejeitou uma proposta para lhe permitir concorrer a um quarto mandato consecutivo.

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Ele pôde se candidatar depois que um tribunal repleto de figuras leais lhe deu sinal verde para concorrer indefinidamente.

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"Dados os imensos indícios que encontramos, podemos confirmar uma série de operações mal-intencionadas que visaram alterar a vontade dos eleitores", disse o relatório da OEA.

Entres as descobertas da OEA estão "ações deliberadas para manipular o resultado da eleição" que tornam "impossível validar" os resultados oficiais, segundo o relatório.

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Morales viajou para o México pouco após a divulgação do relatório inicial da OEA, no início de novembro. Ele descreveu as alegações de fraude eleitoral como um golpe político, dizendo que a OEA está "a serviço do império norte-americano".

No final de novembro, o Congresso boliviano sancionou uma legislação para anular as eleições contestadas e abrir caminho para uma nova votação sem Morales, um grande avanço na crise política.

Ex-parlamentar conservadora, a presidente interina, Jeanine Áñez, também prometeu novas eleições.

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