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Governo americano retomará transferência de presos de Guantánamo, diz jornal

Durante a campanha eleitoral de 2008, o presidente Obama prometeu que iria fechar a prisão

Internacional|Do R7

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Nos EUA, Manifestantes protestam constantemente contra a prisão de Guantánamo
Nos EUA, Manifestantes protestam constantemente contra a prisão de Guantánamo

O governo americano vai retomar a transferência dos presos suspeitos de terrorismo da base de Guantánamo, em Cuba, para poder fechar a prisão, segundo informaram fontes oficiais ao jornal "The Wall Street Journal".

O presidente Barack Obama deverá renovar seu compromisso com o encerramento das atividades da unidade em pronunciamento que dará amanhã. Esta é uma das promessas da campanha eleitoral de 2008, que ainda não foram cumpridas.


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O jornal afirma que o presidente não dará detalhes sobre como será acelerada a transferência dos presos, mas fontes ligadas a Obama afirmam que ele levantará nas próximas semanas a proibição de enviar detidos ao Iêmen.


A prisão de Guantánamo foi aberta em janeiro de 2002, por decisão do então presidente George W. Bush, no auge da "guerra global" iniciada pelos Estados Unidos contra o terrorismo, após os atentados de 11 de setembro de 2001. A unidade chegou a ter quase 800 presos.

"É caro. É ineficaz. Danifica nossa imagem internacional. Reduz a cooperação com nossos aliados nos esforços antiterroristas. É uma ferramenta para o recrutamento de extremistas. É necessário fechá-lo", explicou Obama em entrevista coletiva no dia 30 de abril.


Até agora, 86 dos 166 presos receberam sinal verde para deixarem a prisão, mas a oposição no Congresso, a falta de acordos bilaterais para sua transferência e uma troca pela repatriação de presos iemenitas bloquearam o processo.

O presidente previa pronunciar a medida no discurso no início deste mês, mas adiou a decisão em meio à preocupação criada pela greve de fome iniciada por uma centena de presos, e da polêmica criada pela revelação de que o Departamento de Justiça grampeou conversas telefônicas da agência de notícias "AP", para tentar encontrar responsável por um vazamento de informação. 

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