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Governo francês descarta erro humano como causa de acidente com trem em Paris

Seis pessoas morreram e 30 ficaram feridas no descarrilamento

Internacional|Do R7

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Durante a noite, não foram encontradas novas vítimas entre os vagões que tombaram
Durante a noite, não foram encontradas novas vítimas entre os vagões que tombaram LIONEL BONAVENTURE/AFP

O ministro de Transportes da França, Frédéric Cuvillier, descartou neste sábado (13) que um erro do condutor tenha causado o acidente de trem ocorrido ontem no sul de Paris, no qual seis pessoas morreram e 30 ficaram feridas.

"Não é por erro humano", afirmou Cuvillier em entrevista à emissora de rádio RTL, na qual chegou a exaltar o trabalho do condutor da locomotiva.

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"Ele teve reflexos absolutamente extraordinários ao ativar o alerta imediatamente, o que evitou a colisão com um trem que vinha em sentido inverso e que, por poucos segundos, teria se chocado com os vagões que descarrilaram", explicou o ministro.

De acordo com Cuvillier, os investigadores devem verificar tanto o trem como a infraestrutura fixa, e em particular a zona de transição das linhas, a cerca de 200 m da entrada da estação de Bretigny-sur-Orge, onde ocorreu o descarrilamento.

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O ministro também confirmou que durante a noite não foram encontradas novas vítimas entre os vagões que tombaram e que, desta forma, os números oficiais seguem em seis mortos e 30 feridos, dos quais oito se encontram em estado grave.

Nesta manhã, os trabalhos de resgate com guindastes, para comprovar que nenhuma pessoa tinha ficado entre as ferragens, seguiam intensos.

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Segundo as primeiras conclusões apresentadas ontem à noite pela companhia ferroviária SNCF, o trem Paris-Limoges que tinha saído da estação de Austerlitz da capital francesa saiu dos trilhos em Bretigny-sur-Orge às 17h14, mas não por uma velocidade excessiva, já que a locomotiva circulava a 137 km/h em um lance em que é permitido até 150 km/h.

Outro trem similar tinha passado por essa mesma via a meia hora antes sem que houvesse nenhuma indicação de problemas no ponto de transição, que tinha sido objeto de uma revisão no último dia 4 de julho.

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Cuvillier insistiu hoje na transparência das três investigações que estão sendo realizadas paralelamente pela justiça, Ministério de Transportes e a Sociedade Nacional de Ferrovias (SNCF). Até o momento, a linha Paris-Limoges-Toulouse segue fechada. 

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