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Guaidó repudia vitória de Luis Parra como líder do Parlamento

Votação ocorreu sem a presença de críticos do chavismo. Guaidó considera resultado 'assassinato da República'

Internacional|Da EFE

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Tumulto em frente ao parlamento
Tumulto em frente ao parlamento

O líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, disse que o país assistiu neste domingo (5) o "assassinato da República" após a votação que elegeu Luis Parra como novo presidente da Assembleia Nacional, que ocorreu sem a presença de críticos do chavismo, barrados do lado de fora do Palácio Legislativo pelas forças de segurança comandadas por Nicolás Maduro.

"Hoje, no que é o desmantelamento do estado de direito e o assassinato da República, vimos como eles tomaram violentamente o Palácio Federal Legislativo", afirmou Guaidó do lado de fora da Assembleia Nacional, até então presidida por ele.

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Guaidó foi impedido de entrar no Palácio Legislativo por agentes da Polícia Nacional Bolivariana e da Guarda Nacional Bolivariana, ambas sob o comando do presidente do país, Nicolás Maduro.

Depois de superar várias barreiras montadas nos arredores do parlamento, Guaidó, com ajuda de simpatizantes e outros deputados da oposição barrados, tentou pular a cerca que protege o prédio, mas foi impedido.

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Confirmada a eleição de Parra como novo presidente da Assembleia Nacional, o deputado opositor ainda fez uma segunda tentativa de acessar o local por uma porta lateral, igualmente sem sucesso, após ser empurrado pelos agentes, que usavam grandes escudos para bloquear o acesso ao palácio.

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Reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, entre eles o Brasil, Guaidó criticou os deputados de oposição, caso do próprio Parra, que participaram da votação de hoje.

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Aliados de Guaidó afirmam que, apesar do apoio desses opositores, o chavismo não conseguiu o quórum necessário para eleger Parra. Por isso, a votação foi considerada como um "golpe ao parlamento".

"A Venezuela não tem um parlamento instalado. Não houve voto nominal, sequestraram os parlamentares no plenário", denunciou Guaidó.

Segundo a oposição, os parlamentares e os diplomatas que tiveram permissão para entrar na Assembleia Nacional foram impedidos de sair. A imprensa não foi autorizada a estar no local durante a votação.

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