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Hantavírus: o que se sabe sobre o cruzeiro que saiu da Argentina, vive surto e causa alerta na OMS

Três holandeses a bordo do navio de luxo M/V Hondius, agora parado na costa de Cabo Verde, morreram em decorrência da infecção

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Surto de hantavírus no cruzeiro M/V Hondius, com três mortes confirmadas de turistas holandeses.
  • Navio de luxo está parado na costa de Cabo Verde, sem autorização para desembarcar.
  • Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o risco para o público geral é baixo e não há necessidade de pânico.
  • Autoridades locais e OMS colaboram no atendimento médico e na avaliação do risco à saúde pública.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navio ancorado perto da costa de Cabo Verde
Surto de hantavírus: navio holandês de luxo com 150 turistas, agora em Cabo Verde, já soma três mortes Stringer/Reuters – 04.05.2026

O navio de luxo M/V Hondius, com bandeira dos Países Baixos, partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, com destino a Cabo Verde, um arquipélago que fica na costa leste da África, no Oceano Atlântico.

A embarcação carrega 150 turistas de várias nacionalidades, sobretudo espanhóis, britânicos e americanos, e enfrenta um surto de hantavírus.


Três pessoas já morreram em decorrência da contaminação — um casal de holandeses, de 70 e 69 anos, e o corpo de um terceiro cidadão, também da Holanda, ainda está a bordo.

Agora, o navio está na costa de Cabo Verde, na costa africana no Atlântico. A embarcação não está autorizada a ancorar e ninguém pode desembarcar.


As infecções por hantavírus estão tipicamente ligadas à exposição a fezes ou urina de roedores infectados. Em casos raríssimos, a doença pode chegar ao humano, o que provoca danos respiratórios severos.

Cruzeiro no Atlântico

Embarcação de bandeira holandesa Hondius ancorado em Vlissingen, na Holanda
Navio saiu da Argentina e faria várias paradas até Cabo Verde, na costa da África Divulgação/Reuters – 17.05.2025

O navio M/V Hondius partiu há cerca de três semanas de Ushuaia, cidade argentina conhecida como a “Cidade do Fim do Mundo” e de onde partem os cruzeiros para a Antártida, já que fica a cerca de 1.000 km da principal península da formação de gelo do polo sul.


A embarcação tinha como destino as Ilhas Canárias, mas, antes, faria múltiplas paradas, incluindo a própria Antártida, as Ilhas Falklands (Malvinas Argentinas), Georgia do Sul, Ilha Nightingale, arquipélago de Tristão da Cunha, Santa Helena, Ascensão e Cabo Verde.

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Mortes a bordo

Havia cerca de 150 passageiros na expedição. Segundo autoridades da África do Sul ouvidas pela rede britânica BBC, a primeira vítima do hantavírus foi um homem de 70 anos de idade, que apresentou sintomas e morreu a bordo. O corpo dele foi deixado na ilha de Santa Helena, um território britânico no Atlântico Sul.


A mulher dele, de 69 anos, também ficou doente a bordo e foi levada para a África do Sul, onde morreu num hospital de Joanesburgo. O casal era holandês. A terceira pessoa morta também é holandesa e ainda está a bordo do M/V Hondius.

Um cidadão britânico de 69 anos está hospitalizado em Joanesburgo, na África do Sul.

Dois tripulantes do navio estão com sintomas a bordo e precisaram de atendimento médico, mas não foram levados a hospitais ainda. Segundo a Reuters, médicos de Cabo Verde estudam como transportá-los a serviços de emergência no país.

Até agora, apenas uma das seis pessoas teve o hantavírus detectado por exames laboratoriais.

‘Não somos só manchetes, somos pessoas’

Influenciador americano relata desespero por surto de hantavírus
Influenciador americano que está a bordo descreve o pânico entre viajantes Reprodução/Reuters/Instagram @jakerosmarin – 04.05.2026

Um dos turistas a bordo do navio holandês é o americano Jake Rosmarin, que fez um desabafo a partir do navio e postou nas redes sociais. O influenciador de viagem alerta para a dificuldade do comandante em ancorar e desembarcar os viajantes.

“Não somos só manchetes: somos pessoas com famílias, com vidas, com pessoas que esperam por nós em casa”, afirmou às lágrimas nesta segunda-feira.

Leia o relato completo:

“Normalmente eu não faria um acordo assim, mas sinto que preciso dizer algo. Então, escrevi algumas coisas. Estou a bordo do MV Hondius e o que está acontecendo agora é muito real para todos nós aqui. Não somos apenas uma história. Não somos apenas manchetes. Somos pessoas com famílias, com vidas, com pessoas nos esperando em casa. Há muita incerteza e essa é a parte mais difícil. Tudo o que queremos agora é nos sentir seguros, ter clareza e voltar para casa. Então, se vocês estão vendo notícias sobre isso, lembrem-se de que existem pessoas reais por trás disso e que isso não está acontecendo em algum lugar distante. Está acontecendo conosco agora. Compartilharei mais quando puder, mas, por enquanto, peço apenas a sua gentileza e compreensão. Obrigado.”

O que diz a OMS

A organização disse que, apesar das mortes a bordo por conta do hantavírus, não existe motivo para desespero. “O risco para o público em geral continua baixo. Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, disse o diretor regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para a Europa, Hans Kluge, em um comunicado.

Kluge afirmou que a OMS age com urgência para auxiliar a resposta ao surto e trabalha com os países envolvidos para apoiar o atendimento médico, a retirada, as investigações e uma avaliação de risco à saúde pública.

“As infecções por hantavírus são incomuns e geralmente estão ligadas à exposição a roedores infectados. Embora graves em alguns casos, não são facilmente transmitidas entre pessoas”, disse Kluge.

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