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Homem é condenado após fingir própria morte para abandonar família e ‘recomeçar’ vida

Norte-americano enganou autoridades e família ao simular afogamento para fugir com mulher que conheceu pela internet

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Homem de Wisconsin finge própria morte para abandonar a família e recomeçar a vida com mulher que conheceu online.
  • Ryan Borgwardt foi condenado a 89 dias de prisão e deve pagar US$ 30 mil pelas buscas realizadas.
  • Ele elaborou um plano detalhado, incluindo um falso afogamento e viagens internacionais para se encontrar com a amante.
  • Após 54 dias, as autoridades descobriram que ele estava vivo e, quatro meses depois, sua esposa pediu o divórcio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ryan Borgwardt com a ex-esposa, Emily; eles ficaram casados por 22 anos Reprodução/Facebook

Um homem de Wisconsin, nos Estados Unidos, foi condenado a 89 dias de prisão por fingir a própria morte em um passeio de caiaque. Ele queria abandonar a esposa e os três filhos para iniciar uma nova vida com uma mulher que conheceu pela internet.

Ryan Borgwardt, de 45 anos, também deverá pagar US$ 30 mil (cerca de R$ 162 mil) em restituição às autoridades pelo custo das buscas realizadas. A sentença foi anunciada na terça-feira (26), segundo informações da emissora WISN-TV e da agência de notícias Associated Press (AP).


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Borgwardt foi dado como desaparecido em 12 de agosto de 2024, após relatar à esposa que faria um passeio de caiaque no Lago Green, localizado a cerca de 160 quilômetros de Milwaukee.

Um caiaque virado e um colete salva-vidas encontrados no lago levaram as autoridades a acreditar que ele havia se afogado.


Após 54 dias de buscas intensas, os investigadores descobriram que Borgwardt não estava morto, mas vivo e em contato com uma mulher do Uzbequistão, com quem ele planejava recomeçar a vida.

De acordo com a promotora do caso, Gerise LaSpisa, Borgwardt elaborou um plano meticuloso: reverteu uma vasectomia, solicitou um passaporte substituto – alegando que o original, encontrado pela esposa no cofre da família, havia sido perdido – e viajou para a Geórgia, na Europa.


Segundo a AP, ele virou o caiaque no lago, voltou à costa em um bote inflável, pedalou 112 quilômetros em uma bicicleta elétrica, pegou um ônibus para Toronto, no Canadá, e depois voou para Paris, na França, e um país na Ásia, antes de chegar à Geórgia. Lá, ele foi recebido pela mulher com quem falava pela internet.

“Ele se comunicava regularmente com ela, declarando seu amor e desejo de começar uma nova vida”, afirmou LaSpisa. “Todo o seu plano de fingir sua morte para devastar sua família a fim de servir aos seus próprios desejos egoístas dependia de ele vender sua morte para o mundo”.


Descoberta e divórcio

As autoridades começaram a desconfiar que Borgwardt estava vivo após descobrirem que o nome dele havia sido pesquisado por autoridades canadenses em bancos de dados dias após o suposto afogamento, segundo o jornal The Washington Post.

Após 89 dias de buscas, os investigadores conseguiram contato com ele em novembro de 2024 e o convenceram a retornar aos Estados Unidos em dezembro. Borgwardt se entregou e foi acusado de obstrução policial, uma contravenção.

No tribunal, ele se declarou “sem contestação” – o que não é uma admissão de culpa, mas é tratado como tal para fins de sentença – e expressou arrependimento. “Lamento profundamente as ações que cometi naquela noite e toda a dor que causei à minha família e aos meus amigos”, disse Borgwardt, segundo a AP.

Apesar de os promotores terem sugerido uma pena de 45 dias, o juiz Slate optou por 89 dias, equivalentes ao período em que ele enganou as autoridades.

Quatro meses após o retorno de Borgwardt, a até então esposa dele, Emily, com quem foi casado por 22 anos, pediu o divórcio, alegando que o casamento estava “irremediavelmente destruído”.

Perguntas e Respostas

 

Qual foi a condenação do homem de Wisconsin?

 

Um homem de Wisconsin foi condenado a 89 dias de prisão por fingir a própria morte em um passeio de caiaque, com o objetivo de abandonar sua família e iniciar uma nova vida com uma mulher que conheceu pela internet.

 

O que ele fez para simular sua morte?

 

Ryan Borgwardt, de 45 anos, simulou um afogamento ao virar seu caiaque no Lago Green e deixou um colete salva-vidas no local, o que levou as autoridades a acreditarem que ele havia se afogado.

 

Qual foi o custo das buscas realizadas pelas autoridades?

 

Borgwardt deverá pagar US$ 30 mil (cerca de R$ 162 mil) em restituição às autoridades pelo custo das buscas realizadas para encontrá-lo.

 

Como as autoridades descobriram que ele estava vivo?

 

As autoridades começaram a desconfiar que Borgwardt estava vivo após descobrir que seu nome havia sido pesquisado por autoridades canadenses em bancos de dados dias após o suposto afogamento.

 

Qual foi o plano elaborado por Borgwardt?

 

Borgwardt elaborou um plano meticuloso que incluía reverter uma vasectomia, solicitar um passaporte substituto e viajar para a Geórgia, na Europa, onde ele pretendia recomeçar a vida com a mulher com quem se comunicava pela internet.

 

Como ele conseguiu fugir?

 

Após virar o caiaque, Borgwardt voltou à costa em um bote inflável, pedalou 112 quilômetros em uma bicicleta elétrica, pegou um ônibus para Toronto, no Canadá, e depois voou para Paris e um país na Ásia, antes de chegar à Geórgia.

 

O que ele disse no tribunal?

 

No tribunal, Borgwardt se declarou "sem contestação" e expressou arrependimento, afirmando que lamentava profundamente as ações que cometeu e a dor que causou à sua família e amigos.

 

Qual foi a reação da esposa de Borgwardt após o incidente?

 

Quatro meses após o retorno de Borgwardt, sua esposa, Emily, pediu o divórcio, alegando que o casamento estava "irremediavelmente destruído".

 

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