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Hong Kong: manifestantes repetem cordão humano feito contra URSS

As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição para a China

Internacional|Da EFE

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Protesto repetiu a ação do 'Caminho Báltico'
Protesto repetiu a ação do 'Caminho Báltico'

Dezenas de milhares de cidadãos de Hong Kong formaram nesta sexta-feira (23) um cordão humano que atravessa vários distritos do centro financeiro asiático, uma nova ação pró-democrática que lembra o protesto conhecido como "Caminho do Báltico", ocorrido há 30 anos nos países bálticos em prol da independência da União Soviética.

Às 20h (horário local; 9h em Brasília), muitas pessoas se reuniram nas ruas próximas a estações de metrô em três linhas na ilha de Hong Kong, em Kowloon, e nos Novos Territórios para darem as mãos e criarem o "Caminho de Hong Kong".

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A ação pacífica foi organizada pelos internautas através do LIHKG, um fórum utilizado pelos manifestantes para organizar este movimento antigovernamental, que se repete há três meses e que representa a maior crise política em décadas na região.

O protesto desta sexta-feira (23) se assemelhou ao "Caminho Báltico", que aconteceu no dia 23 de agosto de 1989, no qual dois milhões de pessoas de Estônia, Letônia e Lituânia se uniram e formaram uma longa fila de protesto contra a ocupação soviética.

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As manifestações em Hong Kong começaram no início de junho, contra um polêmico projeto de lei de extradição que, segundo os opositores, poderia permitir que críticos ao regime comunista fossem levados à China para serem julgados sem garantias de direitos.

Pequim alega que por trás dos protestos existe uma "mão sombria", e com frequência aponta os Estados Unidos como responsáveis. No entanto, embora o governo de Hong Kong tenha suspendido a tramitação do polêmico texto, os protestos derivaram para reivindicações mais amplas sobre os mecanismos democráticos da região.

Sob a fórmula "um país, dois sistemas", Pequim se comprometeu a manter a autonomia de Hong Kong e a respeitar uma série de liberdades não concedidas aos cidadãos da China continental até 2047, após recuperar a soberania do território de mãos britânicas em 1997.

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