Houthis podem aproximar Israel e Arábia Saudita, diz especialista
Coalizão dos dois países não interessa aos terroristas nem ao Irã, mas é do agrado de Trump; entenda
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Os terroristas Houthis do Iêmen pediram nesta quarta-feira (28) a retirada das pessoas do aeroporto de Áden, sede do governo internacionalmente conhecido e apoiado pela Arábia Saudita.
Segundo eles, as Forças Armadas convocaram a saída devido à presença de um avião de carga militar que pertence ao “inimigo saudita” e que transportava armas para “matar filhos do povo iemenita”. A cidade foi alvo de ataques diversas vezes pelo grupo apoiado pelo Irã.
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Apesar disso, um veículo de comunicação vinculado aos Houthis afirmou que, em meio às hostilidades na região, pelo menos 14 pessoas morreram no Iêmen com ataques aéreos atribuídos à Arábia Saudita.
Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin argumenta que, como os Houthis são financiados pelo Irã e considerados terroristas pelos Estados Unidos, Israel e países europeus, “ironicamente” a guerra no Iêmen contra eles pode reaproximar o governo israelense da Arábia Saudita.
“Se houver uma união de forças entre Israel e a Arábia Saudita para combater os Houthis, isso pode aproximá-los e seguir com as negociações dos acordos de Abraão, que foram acordos que o Trump firmou a partir do seu primeiro mandato”, analisa Brustolin.
Ele lembra que uma das razões dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 foi justamente afastar Israel da Arábia Saudita. “A Arábia Saudita é o país mais importante para os muçulmanos. Justamente ali estão os locais mais sagrados da fé muçulmana. Então existe uma questão estratégica para o Hamas para manter Israel e a Arábia Saudita afastados, e essa questão também interessa ao Irã. Caso haja uma coalizão, uma união de forças ou operações conjuntas entre Israel e a Arábia Saudita, certamente o Trump ficará muito feliz, porque os Houthis também são considerados um inimigo dos Estados Unidos”, conclui.
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