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Inquérito dos EUA sobre JPMorgan envolve filha de ex-premiê chinês Jibao, diz jornal

Internacional|Do R7

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HONG KONG, 14 Nov (Reuters) - O banco JPMorgan pagou 1,8 milhão de dólares ao longo de dois anos para uma pequena empresa de consultoria administrada pela filha do ex-primeiro-ministro da China Wen Jibao, publicou o jornal The New York Times nesta quinta-feira, uma revelação que é parte de uma amplo inquérito dos EUA sobre as práticas do banco de Wall Street na região.

Com base em documentos, arquivos públicos e entrevistas, o jornal disse que o JPMorgan firmou um contrato de 75 mil dólares mensais com uma consultoria gerida por Lily Chang e aparentemente com apenas um outro funcionário. O jornal disse que Chang é um codinome para Wen Ruchun, a única filha de Wen Jibao, que enquanto premiê tinha ingerência sobre instituições financeiras.

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Autoridades dos EUA investigam as práticas contratuais do JPMorgan na China como parte de um inquérito maior sobre suborno para esclarecer se o banco ofertava contratos e empregos para vencer concorrências. Bancos de investimentos possuem um longo histórico em todo mundo de contratar pessoas com ligações chave que possam servir para vencer disputas na assessoria a negócios importantes e lucrativos.

A prática foi disseminada na China no início dos anos 2000, quando bancos de investimento se empenharam na chamada 'caçada aos elefantes' --a perseguição a mandatos para gerir as ofertas de ações multibilionárias das gigantes empresas estatais chinesas.

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A distinção entre contratar um parente de uma autoridade estrangeira que pode ser bem conectado e contratar tal pessoa com a expectativa explícita de vencer um negócio específico é vital para provar as violações às leis norte-americanas.

A unidade antissuborno da Comissão de Títulos e Câmbio dos EUA (SEC, na sigla em inglês) é responsável pelo inquérito sobre o JPMorgan, uma fonte familiar com o assunto disse à Reuters anteriormente.

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Na reportagem publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira, o jornal disse que a empresa de Wen Ruchun, chamada Fullmark Consultants, recebeu um total de 1,8 milhão de dólares do JPMorgan entre 2006 e 2008.

Uma porta-voz do JPMorgan em Hong Kong disse nesta quinta-feira que o banco estava "coperando intregralmente com os reguladores". Ela se negou a dar mais detalhes e indicou o relatório trimestral do banco de 1o de novembro, no qual a instituição financeira deu informações sobre o inquérito, revelando que não só a SEC, mas também o Departamento de Justiça dos EUA e agências de outras jurisdições estão investigando as práticas contratuais em Hong Kong.

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Procurada pela Reuters, Wen Ruchun não foi encontrada para comentar.

(Reportagem de Michael Flaherty)

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