Israel deve deixar territórios palestinos 3 anos após acordo de paz, diz Abbas
Presidente palestino defende a retirada completas das forças israelenses do território palestino
Internacional|Do R7

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, declarou nesta terça-feira (28) que uma retirada de Israel dos territórios palestinos deve levar no máximo três anos após a assinatura de um acordo de paz.
"Aqueles que propõem um prazo de 10 a 15 [anos] na realidade não querem retirada nenhuma", afirmou Abbas em uma entrevista exibida hoje durante a conferência anual do Instituto de Estudos sobre Segurança Nacional (INSS), em Tel Aviv.
— Nós acreditamos que em um prazo razoável, que não supere três anos, Israel pode se retirar gradualmente.
Israel quer manter sua presença militar por um longo prazo no Vale do Jordão, que faz fronteira com a Jordânia e a Cisjordânia, mas os palestinos insistem que as tropas israelenses devem se retirar completamente, abrindo caminho para forças internacionais.
— Nós não temos problema com a presença de uma terceira força depois ou durante a retirada, para assegurar tanto para Israel quanto para nós que o processo seja completo. Consideramos a Otan apropriada para essa missão.
Abbas reiterou as demandas palestinas de que uma solução de dois Estados seja baseada nas fronteiras anteriores à ocupação israelense de 1967, e ressaltou a importância de ter Jerusalém Oriental anexada como capital palestina.
Os dois lados começaram em julho uma negociação de paz, apoiada pelos Estados Unidos e planejada para durar nove meses, mas até agora fizeram poucos progressos. Os palestinos alertam que, quando o prazo acabar, podem tomar medidas legais nos tribunais internacionais contra os assentamentos israelenses.
Mas Abbas expressou esperança de um avanço até abril.
— Espero que nós sejamos bem-sucedidos para que não tenhamos que recorrer a um confronto legal, diplomático, ou político. Uma solução traria o reconhecimento diplomático de Israel por parte de 57 países muçulmanos. Espero que os israelenses possam entender o que é estar em um oceano de paz, da Mauritânia até a Indonésia, em vez de uma ilha de paz, como ocorre no momento.








