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Israel diz a EUA que palestinos minam negociações

Internacional|Do R7

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Por Dan Williams

JERUSALÉM, 10 Ago (Reuters) - Israel se queixou ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a respeito de comentários de palestinos de que o país diz minarem as nascentes negociações de paz, afirmou uma autoridade israelense neste sábado.

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"Incitação e paz não podem coexistir, teria dito o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a Kerry, patrocinador das negociações, em uma carta enviada neste final de semana, segundo fonte oficial.

A queixa ressalta a recriminação e a desconfiança dos dois lados e que ameaçam as conversas, ainda que Israel esteja se preparando para libertar dezenas de prisioneiros palestinos na véspera de uma segunda rodada de discussões na semana que vem.

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De acordo com a autoridade, a carta de Netanyahu se referia à afirmação do presidente palestino, Mahmoud Abbas, feito em 29 de julho, de que um futuro Estado palestino "não veria a presença de um único israelense - civil ou soldado".

Netanyahu também citou a transmissão de TV palestina de uma visita de cortesia do time de futebol Barcelona à Cisjordânia na semana passada, durante a qual um comentarista esportivo, narrando ao fundo, descrevia cidades israelenses como palestinas - como fez um cantor que se apresentou no campo.

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"Ao invés de educar a próxima geração de palestinos para viver em paz com Israel, essa educação do ódio prepara o terreno para a violência, o terror e o conflito contínuos".

A embaixada dos EUA em Israel não retornou uma ligação para comentar a carta de Netanyahu para Kerry.

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Os próprios palestinos vêm acusando Israel há tempos de ter pouca fé no processo de paz, dada a expansão de assentamentos judeus na Cisjordânia, que a maioria das potências considera ilegal. A coalizão de governo direitista de Netanyahu inclui facções pró-colonos, uma das quais se opõe abertamente a um Estado palestino.

Indagado sobre a carta de Netanyahu, Hanan Ashrawi, da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) de Abbas, a descartou como "uma tentativa desesperada de desviar a atenção do mundo das violações flagrantes da lei internacional".

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