Israel diz que atacou alvos na Síria após lançamento de mísseis do Irã
Pelo menos 23 foram mortos, segundo ONG; ação representa a mais pesada investida militar israelense na Síria desde o início da guerra civil síria em 2011
Internacional|Com Ana Luísa Vieira, do R7

Israel afirmou nesta quinta-feira (10) que atacou quase toda infraestrutura militar do Irã na Síria depois que forças iranianas dispararam pela primeira vez mísseis contra território controlado por Israel.
A ação representa a mais pesada investida militar israelense na Síria desde o início da guerra civil síria em 2011, na qual tropas iranianas, milícias xiitas e soldados russos se mobilizaram em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora o conflito, disse que os ataques israelenses mataram pelo menos 23 militares, incluindo sírios e não sírios.
Já o comando do exército da Síria afirmou em comunicado na televisão que suas defesas antiaéreas haviam destruído a maior parte de uma "onda sucessiva" de foguetes israelenses disparados contra suas bases militares, acrescentando que os disparos mataram três pessoas e feriram várias outras.
O ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, disse que os mísseis iranianos não acertaram seus alvos, que eram bases militares nas Colinas de Golã ocupadas por Israel, ou foram interceptados.
Netanyahu: 'Irã cruzou linha vermelha'
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que os ataques aéreos de Israel direcionados a alvos iranianos na Síria são "apropriados" porque a República Islâmica havia "cruzado uma linha vermelha".
Em uma breve declaração por vídeo, ele disse que Israel executou um "ataque muito amplo contra alvos iranianos na Síria".
"Estamos em meio a uma batalha prolongada e a nossa política é clara: não permitiremos que o Irã se consolide militarmente na Síria."
As expectativas sobre um aumento de tensão na região, em meio a alertas de Israel de que estava determinado a impedir o entrincheiramento militar iraniano na Síria, foram alimentadas pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira, de que vai retirar seu país do acordo nuclear fechado com o Irã em 2015.
Casa Branca defende Israel
Em comunicado emitido nesta quinta-feira (10), a Casa Branca afirma que os Estados Unidos condenam os "ataques de foguetes provocativos do regime iraniano da Síria contra cidadãos israelitas e apoiam firmemente o direito de Israel de agir em legítima defesa". O governo norte-americano ainda convocou todas as nações para "esclarecer que as ações do regime iraniano representam uma ameaça severa à paz e estabilidade internacional".









