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Itália: presidente delega formação de governo a premiê que se demitiu

Sergio Mattarella manteve duas rodadas de consultas com as forças políticas desde que o primeiro-ministro do país renunciou em 20 de agosto

Internacional|Da EFE

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Gabinete do presidente italiano
Gabinete do presidente italiano

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, encarregou formalmente nesta quinta-feira (29) ao primeiro-ministro demissionário Giuseppe Conte a formação de um novo governo, depois que o Movimento 5 Estrelas (M5E) e o Partido Democrático (PD), que contam com maioria parlamentar, informaram sobre a disposição de governar em coalizão.

Conte compareceu nesta manhã no Palácio do Quirinal, sede da presidência do país, convocado por Mattarella, que manteve duas rodadas de consultas com as forças políticas desde que o primeiro-ministro renunciou em 20 de agosto.


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"O presidente Mattarella recebeu hoje no Quirinal o professor Giuseppe Conte, ao qual encarregou a formação de um governo, e que este aceitou com reservas" (como marca a fórmula tradicional, o que lhe obriga a voltar a ver Mattarella), anunciou uma hora depois o secretário-geral da Presidência da República, Ugo Zampetti.

A partir de agora, Conte terá que acordar com as duas formações o programa e uma lista de ministros para o novo executivo de esquerda.


As negociações começarão nesta quinta-feira, como confirmou o próprio Conte ao comparecer diante dos jornalistas depois da incumbência.

"Hoje iniciarei as consultas com todos os grupos parlamentares", disse Conte, que reconheceu que a Itália está em uma "fase delicada" e que a prioridade é a elaboração do orçamento.


"Estamos nos alvores de uma nova legislatura da UE e devemos recuperar o tempo perdido para permitir que a Itália desempenhe o papel principal que merece. O país deve proceder rapidamente", assegurou.

Conte disse que não será um governo contra ninguém, "mas um governo para modernizar o país e para os cidadãos. Implementarei um governo em sinal da novidade e isso é o que requerem as forças políticas", afirmou".


O acordo entre o M5E e o PD deixa de fora a Liga e seu líder, Matteo Salvini, responsável por esta crise política depois que propôs, em pleno verão, uma moção de censura contra Conte que nem sequer chegou a ser votada.

O Executivo formado terá pela frente a tarefa de romper com o rumo populista e melhorar as relações com a União Europeia, já que o anterior governo manteve enfrentamentos durante 14 meses, e nos próximos meses a elaboração dos Orçamentos para 2020.

Uma vez elaborada a lista de ministros, Conte deverá se apresentar a Mattarella e deve tomar posse em meados da próxima semana.

Um dos assuntos em discussão é quem ocupará a vice-presidência, um cargo requerido por Luigi Di Maio.

No anterior governo entre o M5S e a Liga havia duas vice-presidências, uma ocupada por Di Maio e a outra ocupada pelo líder da Liga, Matteo Salvini.

Mas o PD considera que Conte, apesar de ser um independente, é muito próximo ao M5S, por isso que reivindica para si a vice-presidência do governo que tentará formar.

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