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Italianos vão às urnas temendo a crise política e econômica

A situação financeira foi o principal motivo de discórdia entre os candidatos e resultado final do pleito poderá dividir o país

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Cerca de 47 milhões de italianos vão eleger o novo premiê do país neste domingo (24)
Cerca de 47 milhões de italianos vão eleger o novo premiê do país neste domingo (24)

Os eleitores italianos têm a díficil tarefa de escolher, neste domingo (24) e na segunda-feira (25), o futuro primeiro-ministro que deverá dirigir o país em meio ao clima de instabilidade política e crise econômica.

Aproximadamente 47 milhões de pessoas são esperados nos colégios eleitorais italianos para votarem nos parlamentares que formarão congresso e decidirão quem será o próximo primeiro-ministro do país.


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Durante a campanha eleitoral, os quatro principais candidatos ao cargo de premiê dedicaram suas propagandas e discursos principalmente ao problema da crise econômica que atinge o país desde 2009. 


De um dos lados estão: o atual primeiro-ministro e tecnocrata Mario Monti, e Pier Luigi Bersani (PD), que lidera a coalizão centro-esquerda. Ambos são considerados moderados e estão mais alinhados às políticas de austeridade ditadas pela UE como solução da crise financeira.

Do outro lado se encontram: o polêmico ex-premiê Silvio Berlusconi (PDL) e o comediante Beppe Grillo, que lidera o midiático "Movimento Cinco Estrelas", considerado por muitos um grupo "antissitema". Estes dois políticos são temidos pela maior parte dos lideres europeus, pois prometem enfrentar a crise de formas alternativas assutando o mercado.


Pesquisas

As pesquisas finais, publicadas duas semanas atrás, mostravam o líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani com uma vantagem de cinco pontos, mas os analistas duvidam que ele seja capaz de formar uma maioria estável que possa levar adiante as reformas econômicas que a Itália precisa para sair da recessão.

Estima-se que agora Bersani só esteja alguns pontos à frente do líder de centro-direita Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro que prometeu a restituição de impostos e fez uma maratona junto à imprensa.

O sucesso da "Turnê Tsunami" de Grillo aumentou a incerteza. Grandes multidões foram ouvi-lo vociferar contra a corrupção e a austeridade, sublinhando a dimensão da revolta popular contra partidos tradicionais e a capacidade de seu Movimento 5-Estrelas para chacoalhar as eleições.

"Grillo está dizendo as coisas que todos os italianos comuns pensam, está nos dando esperança", afirmou Luca Pennisi, de 41 anos, que faz massas para tortas para um café da capital no qual vários clientes ainda não sabiam em quem votar.

"É hora de mudar o sistema, se livrar dos políticos antigos e parar de desperdiçar o dinheiro público', disse ele, acrescentando que assistiu ao comício final de Grillo na internet e que com certeza irá votar em seu grupo.

Grillo era visto vencendo por uma margem de 16% nas últimas pesquisas, o que faria da sua coligação a terceira maior força eleitoral. Os especialistas acreditam que ele pode ter crescido, auxiliado por uma forte campanha na Internet e uma série de escândalos envolvendo a elite política italiana.

Preocupação

A preocupação dos partidos e da comunidade internacional sobre um risco de ingovernabilidade na terceira maior economia da Eurozona é provocada pelas particularidades da legislação eleitoral italiana.

A lei concede a maioria absoluta na Câmara dos Deputados à coalizão vencedora, mesmo que seja por apenas um voto, enquanto no Senado a maioria é concedida a cada uma das 20 regiões, o que torna impossível prever a composição final da Câmara Alta.

"Ainda há 10% de indecisos, devem definir os votos no último minuto em função da televisão ou do conselho de algum amigo, além de 20% que optam pela abstenção", disse à AFP Renato Mannheimer, analista de pesquisas.

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