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Jornalista ucraniano é morto a tiros em Kiev

Internacional|Do R7

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Kiev, 16 abr (EFE).- Um conhecido jornalista ucraniano, Oles Buzina, foi assassinado nesta quinta-feira atingido por vários disparos perto de sua casa em Kiev, horas depois que um antigo deputado governista foi baleado na capital ucraniana. "Oles Buzinas acaba de ser baleado", escreveu Anton Gueraschenko, assessor do Ministério do Interior ucraniano, em sua página do Facebook. As notícias sobre o assassinato coincidiram com o discurso ao vivo em Moscou do presidente russo, Vladimir Putin, que disse que "este não é o primeiro assassinato político" na Ucrânia. "Na Ucrânia nos topamos com uma série de assassinatos dessa classe. Onde estão os assassinos dessa gente? Simplesmente, não existem. Nem os assassinos e nem os que os encarregaram. E na Europa e Estados Unidos preferem olhar para outro lado", assegurou. Por sua vez, Gueraschenko precisou que o jornalista, que tinha deixado recentemente o cargo de diretor do jornal "Sevodnia" (Hoje), foi baleado desde um Ford Focus de cor azul escuro e com matrícula de outro país. "Parece que continuam os assassinatos das testemunhas no caso Antimaidan", disse, em alusão ao movimento organizado pelas forças governistas para resistir aos protestos antigovernamentais do final de 2013 e princípio de 2014. Segundo os vizinhos do jornalista, foram ouvidos quatro disparos, um que atingiu a cabeça da vítima, no pátio do edifício residencial onde morava. Buzina, que teria escrito vários livros críticos ao nacionalismo ucraniano, foi candidato a deputado em 2012 por um partido minoritário pró-Rússia. O repórter deixou o cargo no "Sevodnia", propriedade do oligarca Rinat Ajmetov, original da região oriental de Donetsk, devido à censura. Gueraschenko pediu a outros organizadores do Antimaidan que se dirijam às forças de segurança se acharem que sua vida está ameaçada. O político ucraniano Oleg Kalashnikov, antigo deputado do partido do derrubado presidente Viktor Yanukovich, foi assassinado ontem após ser atingido por vários disparos no portão de sua casa em Kiev.EFE bk-io-vh/ff

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