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Análise: acusações de interferência eleitoral só complicam relação de EUA e China

Donald Trump voltou a acusar sem provas os chineses de manipulação nas eleições de 2020, quando foi derrotado por Joe Biden

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump acusou a China de interferir nas eleições de 2020, alegando roubo de dados de eleitores.
  • O governo chinês negou as acusações, afirmando não ter interesse nas eleições dos EUA.
  • Especialistas apontam que Trump não apresentou evidências concretas para suas alegações.
  • Agências de inteligência dos EUA não encontraram provas de interferência chinesa, mas Trump pediu nova investigação pelo FBI.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante seu discurso à nação na noite desta quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar a China de interferir nas eleições presidenciais de 2020. Segundo o republicano, Pequim teria roubado dados de cerca de 220 milhões de eleitores durante o período eleitoral, ocasião em que foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

Segundo o professor de política internacional Paulo Velasco, a retórica não é exclusiva ao norte-americano. “Em muitas eleições recentes, inclusive na América Latina, candidatos derrotados também têm assumido o mesmo discurso de fraude eleitoral, de manipulação de urnas e sem nunca apresentar qualquer tipo de prova um pouco mais contundente. Tempos difíceis, evidentemente, para as democracias no plano hemisférico americano”, reflete em entrevista ao Conexão Record News.


Um homem com cabelo liso e claro, vestido com um terno escuro e uma gravata listrada, fala ao microfone
Trump insiste em retórica de interferência chinesa, sem apresentar provas Reprodução/Record News

Trump ainda afirmou que os chineses teriam orquestrado uma campanha de desinformação contra ele, enquanto o governo chinês nega qualquer interferência. Por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, foi dito que o país não tem interesse nas eleições norte-americanas e que a comunidade internacional vê, claramente, quem é que interfere nos assuntos internos de outros países.

Para Velasco, é claro que vivemos em um mundo marcado por ciberataques e por ciberterrorismo. O problema é que “Trump se vale dessa retórica virulenta contra a China, acusando desse tipo de prática, mas sem nunca apresentar nenhum tipo de evidência ou nenhum tipo de prova. Isso acaba complicando ainda mais as relações entre Washington e Pequim em um mundo já marcado por lutas, antagonismos, tensões e fraturas”.


Em 2020, as agências de inteligência dos EUA informaram que não havia evidências de interferência chinesa no resultado da eleição. Mesmo assim, o presidente determinou que o FBI, a polícia federal norte-americana, abra uma nova investigação sobre o caso. Cinco relatórios, segundo Trump, apontam falhas no sistema eleitoral norte-americano.

No entanto, as vulnerabilidades já são conhecidas pelas autoridades há anos. O presidente ainda aproveitou o discurso para pressionar os colegas republicanos no Congresso a aprovarem uma legislação que imponha novos requisitos de identificação e cidadania para votar.

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