Liberação do estreito de Ormuz exige negociação com o Irã: ‘Geografia não pode ser contornada’
Teerã limitou o tráfego na passagem e sinalizou que vai cobrar pedágio para circulação de embarcações; professor Paulo Velasco analisa
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O Irã limitou o tráfego no estreito de Ormuz e sinalizou que vai cobrar pedágio para a passagem de navios. A medida acendeu um alerta internacional porque a rota é vital para o abastecimento de combustível no mundo. O presidente Donald Trump avisou, em uma publicação de rede social, que é melhor que Teerã não esteja fazendo isso e, se estiver, é melhor que pare agora mesmo.
Apesar da trégua de duas semanas, o Irã limitou a passagem a, no máximo, 15 embarcações por dia e ainda exige que as rotas sejam combinadas com a Guarda Revolucionária a fim de evitar as minas espalhadas no mar. O presidente dos Estados Unidos e o primeiro-ministro do Reino Unido discutiram capacidades militares e logísticas da passagem de embarcações pela rota em uma conversa na quinta-feira (9).

Em meio às tensões envolvendo a passagem de Ormuz, o Japão anunciou que pretende liberar reservas de petróleo equivalentes a mais 20 dias de fornecimento a partir de maio. Segundo o governo, o país deverá garantir mais da metade das importações por meio de rotas que contornam o estreito.
Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (10), Paulo Velasco, professor de política internacional, explica que, geograficamente, o Irã tem o controle de toda a parte superior do estreito de Ormuz. Então, segundo ele, o ideal seria buscar algum tipo de negociação com Teerã baseada na lógica do direito do mar para garantir uma livre circulação de embarcações — sem nenhum tipo de restrição ou controle.
“É difícil a gente imaginar algum tipo de pressão para que o Irã renuncie a alguma forma de controle maior por ali, porque a geografia acaba colocando o Irã como pelo menos o proprietário do limite superior daquele estreito. O importante seria entender a importância das leis internacionais, dos direitos do mar, para garantir a livre navegação dos mares, que é um princípio consagrado há tanto tempo”, diz.
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