Líder do Irã acusa Arábia Saudita e Emirados Árabes por ataque
Ataque contra desfile militar do Irã aconteceu no sábado (22) e deixou 25 mortos; para Ali Khamenei os atiradores foram pagos pelos dois países rivais
Internacional|Gabriela Lisbôa, do R7, com Reuters

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta segunda-feira (24) que os atiradores que mataram 25 pessoas em uma parada militar no país foram pagos pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos, dizendo que Teerã irá "punir severamente" os responsáveis pelo ataque.
"Com base em relatos, esse ato covarde foi feito por pessoas que os americanos vêm ajudar quando estão presos na Síria e no Iraque e que são pagos pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos", disse Khamenei, segundo seu site oficial.
Ataque aconteceu no sábado
Além dos 25 mortos, pelo menos 53 pessoas ficaram feridas durante o ataque terrorista em uma parada militar que aconteceu na cidade de Ahvaz, no sudoeste do Irã, neste sábado (22).
Entre os mortos estão militares e civis — incluindo um jornalista — que assistiam ao desfile que marca os 30 anos da guerra contra o Iraque. Três dos responsáveis pelo ataque também morreram.
De acordo com a MEHR, a agência de notícias do Irã, os terroristas começaram a atirar a longa distância contra as forças armadas e civis. Alguns terroristas foram detidos durante o confronto, o número não foi divulgado.
O grupo separatista do Movimento Democrático Árabe Patriótico, que de acordo com a IRNA (agência de notícias da República Islâmica) é apoiado por "antagonistas estrangeiros", incluindo a Arábia Saudita, em Ahwaz reivindicou a responsabilidade pelo ataque.
Neste domingo (23), Guardas Revolucionários do Irã prometeram vingança: "considerando o total conhecimento (dos Guardas) sobre os centros de mobilização de líderes dos terroristas criminosos, eles enfrentarão uma vingança mortal e inesquecível no futuro próximo", informou a Guarda Revolucionária em comunicado à mídia estatal.












