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Líder sudanês chega ao Sudão do Sul em primeira visita pós-independência

Internacional|Do R7

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Cartum, 12 abr (EFE).- O presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, chegou nesta sexta-feira ao Sudão do Sul em sua primeira visita desde que esse país alcançou a independência, em julho de 2011, com o objetivo de impulsionar a aplicação dos acordos de paz assinados. O porta-voz do Governo de Cartum, Ahmed Bilal Otman, assegurou à agência de notícias sudanesa "Sunna" que essa visita de apenas um dia acontece em um momento "adequado", depois que as duas nações assinaram em Adis-Abeba um acordo para reativar a cooperação bilateral. O líder sudanês deve reunir-se com seu colega sul-sudanês, Salva Kiir, para analisar a aplicação dos acordos de paz assinados e resolver questões pendentes como segurança, petróleo e a delimitação da fronteira comum. Bashir viajou acompanhado dos dois assistentes presidenciais, Jalal al-Daqir e Abdel Rahman al-Madi; e dos ministros das Relações Exteriores, Ali Karti; da Defesa, Abdel Rahim Hussein; do Interior, Ibrahim Hamid; e do Petróleo, Awad el Yaz. A delegação sudanesa também está composta do chefe dos serviços secretos, o general Mohamed Ata, e de outros altos cargos, segundo a "Sunna". Otman expressou a esperança de que a viagem ajude a "romper a barreira da desconfiança entre os dois países e demonstrar a vontade política para aplicar os acordos". Cartum e Juba assinaram em março o chamado Mecanismo Conjunto de Política e Segurança, um documento que servirá para iniciar os já firmados acordos de segurança, um dos principais motivos de divergência. Também foi acordado o desenvolvimento de uma zona desmilitarizada e a renúncia a apoiar e abrigar, em território próprio, grupos rebeldes hostis ao vizinho. Desde a independência do Sudão do Sul, em 9 de julho de 2011, os dois países protagonizaram frequentes enfrentamentos em zonas fronteiriças, ricas em jazidas de petróleos, cuja soberania é disputada. Além disso, os dois Governos acordaram na sexta-feira passada que o Sudão do Sul poderá começar a bombear petróleo em meados de abril e retomar suas exportações ao vizinho Sudão a partir do fim de maio, após uma interrupção de mais de um ano. EFE az-ms-bds/pa

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