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Líderes do G-7 concordam em reduzir emissões de carbono, mas evitam metas obrigatórias

Angela Merkel procurou fortalecer suas credenciais instando as nações do grupo a concordarem com metas específicas 

Internacional|Do R7

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Angela Merkel, anfitriã da cúpula e já apelidada de “chanceler do clima”, conversa com o presidente dos EUA, Barack Obama
Angela Merkel, anfitriã da cúpula e já apelidada de “chanceler do clima”, conversa com o presidente dos EUA, Barack Obama

Os líderes do G-7, as sete nações mais industrializadas do mundo, concordaram nesta segunda-feira (8) em diminuir a dependência de suas economias dos combustíveis emissores de carbono e apoiaram uma meta global de redução dos gases de efeito estufa, mas não chegaram a acordar metas imediatas e vinculantes para seus próprios países.

Em um comunicado emitido após o encontro de dois dias na Baviera, os líderes do G-7 disseram respaldar um corte global na emissão dos gases de efeito estufa mais próximo da porcentagem mais alta de uma faixa de 40% a 70% até 2050, tomando o ano de 2010 como base. Essa faixa foi recomendada pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC, na sigla em inglês).

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Eles também apoiaram uma meta global para limitar o aumento das temperaturas globais médias para dois graus Celsius em comparação com níveis pré-industriais.

“Assumimos o compromisso de fazer nossa parte para termos uma economia de baixa emissão de carbono no longo prazo, incluindo o desenvolvimento e a implementação de tecnologias inovadoras, na luta por uma transformação dos setores energéticos até 2050, e convidamos todos os países a se unirem a nós nesta empreitada”, afirmou o comunicado.

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Merkel e Obama dizem ser "amigos apesar de divergências" durante cúpula dos países mais ricos

Angela Merkel, chanceler alemã e anfitriã da cúpula e já apelidada de “chanceler do clima”, procurou fortalecer suas credenciais instando as nações do G-7 a concordarem com metas específicas de emissões antes da cúpula climática da ONU (Organização das Nações Unidas) em Paris no final do ano.

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Os líderes evitaram endossar quaisquer metas imediatas e vinculantes para suas economias. Ainda assim, grupos de lobby ambientais saudaram o rumo dos acordos.

“Eles emitiram sinais políticos importantes, mas poderiam ter feito mais, em especial assumindo compromissos nacionais concretos de ação imediata”, disse Sam Smith, líder da Iniciativa Global para o Clima e Energia da organização WWF.

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