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Macron apresenta plano de cinco anos para França e promete reforma radical

Uma das prioridades é cortar o número de representantes do Parlamento em um terço

Internacional|Agência Brasil

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Macron apresentou roteiro para a economia da França nos próximos cinco anos
Macron apresentou roteiro para a economia da França nos próximos cinco anos

Com "eficiência, representatividade e responsabilidade", o presidente francês, Emmanuel Macron, apresentou seu roteiro para a segunda maior economia da zona do euro nos próximos cinco anos. Ele disse que quer restaurar a confiança dos eleitores e a soberania do país.

"As pessoas nos deram um mandato. Quero falar sobre as instituições que pretendo mudar e os princípios das ações que quero seguir," disse Macron, "Compromissos serão atendidos, as reformas serão feitas," acrescentou.


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Ele prometeu cortar o número de representantes do Parlamento em um terço e fortalecer a Casa para que "o trabalho se torne mais fluido".


Além disso, quer remover o Tribunal de Justiça da República, que lida com as carreiras dos funcionários governamentais, reforçando ainda mais a independência dos magistrados.

"As leis são feitas para enquadrar as tendências profundas do país," afirmou, pedindo instituições efetivas e menos legislação geral.


Em discurso de 90 minutos realizado na segunda-feira (3), Macron disse que recorrerá a referendos se o Parlamento não votar rapidamente as reformas institucionais importantes. "Espero que todas as transformações profundas, que acabei de descrever e das quais nossas instituições necessitam desesperadamente, sejam adotadas dentro de um ano".

Macron também disse que pretende manter o estado de emergência, imposto na sequência dos ataques de Paris em novembro de 2015, no outono, para restabelecer a liberdade dos franceses. "O Código Penal, como ele é, e os poderes dos magistrados, como eles são — se o sistema está bem ordenado —, nos permitem aniquilar os inimigos."


Nunca tendo ocupado cargos públicos antes, Macron ganhou a presidência francesa em 7 de maio. Ele ficou sob fogo cruzado por convocar uma sessão conjunta do Parlamento que prometeu transformar em uma reunião anual, desafiando as críticas de concentrar muito poder na presidência.

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O representante de direita, Nicolas Dupont-Aignan, disse estar desapontado com a declaração de que faltavam propostas concretas.

Jean-Luc Melenchon, de esquerda, que lidera o grupo de 17 soldados France Unbowed no Parlamento, boicotou o congresso.

O primeiro-ministro, Edouard Philippe, dará detalhes sobre o projeto econômico e social do presidente na Assembleia Nacional nesta terça-feira (4).

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