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Mais de cem opositores russos detidos em protesto em frente ao Kremlin

Após horas de protestos pacíficos, as forças antidistúrbios expulsaram os manifestantes

Internacional|Do R7

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"Putin fora", "ano novo sem Putin", "nós somos o poder" e "vergonha" foram algumas das palavras cantadas por ativistas
"Putin fora", "ano novo sem Putin", "nós somos o poder" e "vergonha" foram algumas das palavras cantadas por ativistas

Mais de cem pessoas foram detidas nesta terça-feira (30) em uma manifestação realizada em frente ao Kremlin para protestar contra a condenação do líder da oposição extraparlamentar russa, Alexei Navalni.

"Na área da Praça de Manezh se reuniram cerca de 1.500 pessoas para realizar uma ação não autorizada. A polícia advertiu repetidamente aos presentes para que não alterassem a ordem pública", informou a polícia moscovita à agência Interfax.

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"Putin fora", "ano novo sem Putin", "nós somos o poder" e "vergonha" foram algumas das palavras de ordem cantadas pelos ativistas concentrados nas imediações do Hotel Moscou, apesar das baixas temperaturas (cerca de -15°C).

"Respeitados cidadãos, suas ações são ilegais", advertiu por várias vezes por meio de um megafone um dos chefes da polícia.

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Após algumas horas de protestos pacíficos, as forças antidistúrbios formaram uma corrente humana e expulsaram os manifestantes da área em direção à Praça da Revolução.

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Em seguida, segundo pôde ser visto por imagens de emissoras de televisão, a polícia bloqueou com cercas metálicas todos os acessos subterrâneos ao local.

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Em um primeiro momento, também se concentraram na área partidários do Kremlin, que gritaram contra um possível Maidan, movimento de protesto na Ucrânia que acabou com a queda do presidente Viktor Yanukovich, na capital russa.

"Não ao Maidan", dizia uma frase projetada em um edifício por um feixe de luz.

O protesto transcorreu pacificamente, com a exceção de alguns distúrbios entre jovens opositores e cossacos, que defendem a política do Kremlin, segundo a imprensa local.

Protestos opositores também foram realizados em São Petersburgo e em Yekaterimburgo (Urais).

A prefeitura moscovita informou que a oposição não solicitou nenhuma convocação de manifestação e advertiu que qualquer ação de protesto não autorizado seria reprimida pela polícia.

Segundo a lei local, a oposição deve solicitar com dez dias de antecedência permissão para realizar um ato público, mas a decisão da justiça de antecipar para hoje a leitura da sentença prevista para 15 de janeiro impediu o cumprimento dos prazos.

Pouco antes, Navalni, considerado o principal rival político do presidente russo, Vladimir Putin, após obter um terço dos votos nas últimas eleições para a prefeitura de Moscou, foi detido após violar a prisão domiciliar para comparecer ao protesto em frente ao Kremlin.

A polícia moscovita levou o opositor para seu domicílio, onde permanece sem comunicação desde fevereiro e não pode enviar e receber correio nem utilizar telefone ou internet.

Sua detenção aconteceu horas após o opositor ser condenado a três anos e meio de liberdade condicional em um julgamento no qual foi acusado de vários crimes financeiros.

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