Internacional Malásia divulgará relatório sobre voo desaparecido em 2014

Malásia divulgará relatório sobre voo desaparecido em 2014

O ministro dos Transportes afirmou que o país irá divulgar relatório sobre voo que desapareceu com 239 pessoas a bordo no dia 30 de julho

Malásia divulgará relatório sobre voo desaparecido em 30 de julho

Caso se tornou um dos maiores mistérios da aviação

Caso se tornou um dos maiores mistérios da aviação

Reuters/Lai Seng Sin/3.3.2018

A Malásia divulgará no dia 30 de julho um relatório longamente aguardado sobre o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, comunicou o ministro dos Transportes, nesta sexta-feira (20).

Em maio a Malásia cancelou uma busca submarina da aeronave, a cargo de uma empresa privada, que se tornou um dos maiores mistérios da aviação mundial ao desaparecer com 239 pessoas a bordo quando ia de Kuala Lumpur a Pequim no dia 8 de março de 2014.

A equipe de investigação informará os familiares dos desaparecidos a respeito do relatório no Ministério dos Transportes em 30 de julho, disse o titular da pasta, Anthony Loke.

"Cada palavra gravada pela equipe de investigação será incluída neste relatório", disse ele aos repórteres, acrescentando que uma coletiva de imprensa ocorrerá após a reunião a portas fechadas.

"Estamos comprometidos com a transparência deste relatório", afirmou Loke. "Ele será apresentado por inteiro, sem nenhuma edição, acréscimos ou omissões."

O relatório será publicado na internet, e cópias em papel serão distribuídas às famílias e jornalistas credenciados, entre outros, disse o ministro, acrescentando: "Toda a comunidade internacional terá acesso ao relatório".

O Voice 370, um grupo que representa os familiares, havia feito um apelo ao governo malaio a estudar o voo, inclusive "qualquer possível falsificação ou eliminação de registros relacionados ao MH370 e sua manutenção".

Os únicos restos confirmados da aeronave Boeing 777 foram três fragmentos de asa surgidos em praias do Oceano Índico.

A busca da empresa Ocean Infinity, que a Malásia cancelou em 29 de maio, vasculhou 112 mil quilômetros quadrados do sul do Oceano Índico ao longo de três meses, sem fazer nenhuma nova descoberta relevante.

Tratou-se da segunda grande busca, já que Austrália, China e Malásia encerraram uma operação infrutífera de 147,06 milhões de dólares em uma área de 120 mil quilômetros quadrados no ano passado.

O primeiro-ministro Mahathir Mohamad disse que a Malásia cogitaria retomar as buscas se novos indícios surgissem.