Manicure é acusada de contaminar cliente com herpes pela segunda vez
Variação da doença contraída em aplicação de unhas em gel é incurável e, por isso, processo pede indenização de R$ 13 milhões
Internacional|Do R7
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Uma cliente entrou com uma ação judicial contra o salão PDX Nails, em Portland, Oregon, nos Estados Unidos, alegando ter contraído herpes após um procedimento de aplicação de unhas acrílicas.
O estabelecimento já havia sido alvo de um processo semelhante envolvendo outra cliente dois anos antes.
De acordo com a ação protocolada no Tribunal do Condado de Multnomah, a mulher, de 31 anos, procurou o salão em agosto de 2025 para um atendimento sem agendamento prévio.
Durante o procedimento, foram utilizadas uma broca elétrica e outros instrumentos de manicure, além de uma massagem nas mãos com loção ou óleo.
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A cliente começou a sentir uma sensação incomum de ardência e queimação na mão direita e no dedo mínimo no dia seguinte ao atendimento. Pouco depois, surgiu uma bolha com líquido e coceira na região afetada e, onze dias após o procedimento, ela procurou atendimento médico.
Depois de coletar amostras, os médicos constataram que a infecção provavelmente havia sido causada pelo vírus Herpes Simplex Vírus tipo 2 (HSV-2), e um exame posterior realizado em setembro de 2025 confirmou o diagnóstico.
Segundo a ação, a paciente foi informada de que poderá sofrer novos surtos da doença, para a qual não existe cura definitiva.
A ação judicial afirma que a cliente não tinha herpes antes da visita ao salão e sustenta que uma funcionária teria realizado o atendimento sem utilizar luvas.
O processo também cita uma investigação estadual realizada em 2021, que teria identificado problemas nos protocolos de higiene do estabelecimento.
Segundo os registros mencionados na ação, o salão não estaria desinfetando adequadamente ferramentas utilizadas nos procedimentos, incluindo brocas de manicure, além de apresentar falhas na limpeza de equipamentos de pedicure.
A ação pede indenização de R$ 13 milhões e foi apresentada pela advogada Amity Girt.
Além do salão, o processo também cita órgãos de fiscalização estaduais, que teriam colocado consumidores em risco ao não suspender, revogar ou negar a renovação da licença do estabelecimento, mesmo após uma infecção semelhante relatada em 2023.
A mesma advogada já havia processado o PDX Nails em 2024 por um caso semelhante.
Na ocasião, outra mulher alegou ter desenvolvido inflamação e infecção após uma manicure realizada no local, sendo posteriormente diagnosticada com a mesma cepa do vírus.
Os registros judiciais indicam que o processo foi encerrado em 2025, após um acordo confidencial entre as partes.
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