Manifestação tem desfecho violento em Madri
Cerca de 200 pessoas vandalizaram o comércio. Ao todo, 17 foram presas
Internacional|Do R7
Milhares de participantes encheram neste sábado (21) as ruas de Madri na Marcha pela Dignidade para protestar contra os efeitos das políticas de austeridade aplicadas pelo governo durante a crise.
Segundo fontes policiais, 12 mil participaram da mobilização, convocada por 300 organizações sociais e sindicais sob o lema "Pão, trabalho, teto e dignidade".
A passeata foi monitorada por 1.100 agentes, 960 deles das unidades de choque, e mais de 150 efetivos da Defesa Civil.
Depois do ato, cerca de 200 pessoas de grupos radicais vandalizaram o mobiliário urbano e lançaram mesas e cadeiras de alguns bares do centro de Madri em enfrentamentos que deixaram 17 detidos e 50 pessoas identificadas.
REIVINDICAÇÕES
Apesar da chuva que caía sábado sobre Madri, os manifestantes entraram na capital em nove colunas vindos de todas as regiões espanholas.
Os participantes cantaram lemas como "No parlamento não está a solução, a solução é a revolução", "Não permitiremos nem mais um despejo de inquilino", "Que viva a luta da classe operária" e "É preciso uma greve geral", entre outras contra o governo, os banqueiros e a corrupção.
Ao fim da marcha dois de seus organizadores, Pilar Muñiz e Ernesto Sarabia, leram um manifesto que exigia "uma vida com dignidade" e para defender "um programa de mínimos" como passo em direção à greve geral "laboral, de consumo e social", marcada para 22 de outubro.
"A campanha de publicidade para vender a ideia de que a Espanha saiu da crise em que o governo e os poderes econômicos e midiáticos estão imersos está de costas para a situação em que a maior parte da população se encontra", disseram.
Eles rejeitam o pagamento da dívida, defendem os serviços públicos, reivindicam trabalho digno com direitos e salário suficientes, o direito de decidir das pessoas, dos povos e das nações do Estado, se opõem às reformas trabalhistas e criticam a lei mordaça.
As manifestações da Dignidade aconteceram pela primeira vez em 22 de março de 2014, quando dezenas de milhares de pessoas caminharam pelo centro da capital, que degeneraram em distúrbios que deixaram 21 pessoas detidas e dezenas feridas, 67 delas policiais.











