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Manifestantes protestam em universidades egípcias contra o Exército

Internacional|Do R7

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Por Maggie Fick

CAIRO, 8 Out (Reuters) - Centenas de seguidores da Irmandade Muçulmana protestaram nesta terça-feira gritando "abaixo o governo militar" diante da Universidade do Cairo, num desafio às autoridades egípcias apoiadas pelo Exército, apesar dos confrontos com forças de segurança ocorridos há dois dias.

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Partidários do presidente deposto Mohamed Mursi instaram os estudantes a protestar contra o Exército pela violência registrada no domingo, um dos dias mais sangrentos no Egito desde que os militares destituíram o líder islâmico, em 3 de julho.

A cifra de mortos nos distúrbios de domingo subiu para 57, de acordo com a mídia estatal, além de 391 pessoas feridas.

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A Irmandade Muçulmana, agora proscrita pelo governo, acusa o Exército, liderado pelo general Abdel Fatah al-Sisi, de ter dado um golpe e juntado esforços com as forças de segurança para eliminar a entidade por meio da violência e prisões -- alegações que os militares refutam.

"Nós estamos aqui nos posicionando contra o golpe", disse a estudante de belas-artes Enas Madkour, de 19 anos, durante a passeata perto da Universidade do Cairo, onde as forças de segurança posicionaram dois tanques e bloquearam a via principal com arame farpado.

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"Sou contra Mursi, mas não apoio a matança de umas pessoas pelas outras e não apoio o governo militar que temos agora", declarou Madkour, que usava um véu, como a maioria das mulheres muçulmanas do Egito.

Alguns estudantes discordavam desse ponto de vista.

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"Sisi é um herói e não há ninguém como ele", disse Rania Ibrahim, de 18 anos. "Mursi foi um traidor e a Irmandade é como os cães", acrescentou uma amiga dela.

Houve também pequenas manifestações na Universidade Helwan, no sul do Cairo, segundo testemunhas. Na Universidade Zagazig, no nordeste da cidade, estudantes pró-Irmandade entraram em confronto com opositores e com moradores, num conflito a tapas, pedradas e pauladas, disseram fontes de segurança. Oito pessoas ficaram feridas.

As autoridades adotaram medidas repressivas contra a Irmandade nas últimas semanas. Em agosto, as forças de segurança mataram centenas de manifestantes pró-Mursi no Cairo e depois prenderam muitos líderes da entidade.

Nesta terça, o governo revogou o registro da Irmandade como organização não-governamental, obtido pelo grupo em março para poder operar legalmente.

No mês passado um tribunal baniu a Irmandade e congelou seus bens, forçando o grupo, vencedor das eleições no Egito depois da queda do autocrata Hosni Mubarak, em 2011, a ir para a clandestinidade.

(Reportagem adicional de Shadia Nasrallah)

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